| Reuters |
 Leandrinho (à dir.) não repetiu no Mundial as boa atuações da NBA |
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Na manhã de quinta-feira do dia 24 de agosto, a Seleção masculina de basquete entrou para a história da modalidade com a pior participação em um Mundial. Depois de perder para a Lituânia por 79 a 74, a equipe se despediu da competição no Japão sem se classificar para a segunda fase e com apenas uma vitória no torneio, sobre o modesto Catar, e quatro derrotas.
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Atuações inconstantes e interferidas por nervosismo, erros seguidos de lances livres e de arremessos de três pontos deixaram o País sem entender: por que um time com atletas que se destacam na liga mais competitiva de basquete profissional, a NBA, fizeram do adjetivo fiasco a sua sombra?
O armador Leandrinho, do Phoenix Suns, errou diversos lances livres em momentos decisivos das últimas partidas da Seleção, enquanto o ala Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, não rendeu o esperado pela torcida brasileira.
Além disso, as críticas sobre o comando de Lula Ferreira à frente da equipe verde e amarela eram cada vez mais constantes e pareciam ganhar vida com a falta de coesão e de obediência tática do time dentro da quadra.
"O Lula (Ferreira) sabia que eu queria jogar na posição dois (ala/armador), mas acabou me colocando como armador principal. Mas as coisas são assim, isso é normal no basquete", afirmara Leandrinho, após o término da participação do Brasil no Mundial do Japão.
Pelo lado do técnico da equipe nacional, o comandante dissera que estava frustrado com a performance do time, mas que tudo que estava ao alcance da Seleção foi feito.
"O resultado foi muito ruim. Todos ficaram decepcionados, principalmente nós que participamos do projeto. Eu não tive nenhuma dificuldade para exercer meu trabalho. Tenho certeza de que fizemos tudo que tínhamos que ter feito", dissera o treinador.
A Espanha acabou se sagrando a campeã da competição, faturando o Mundial pela primeira vez, ao vencer de forma tranqüila a Grécia por 70 a 47.
Seleção feminina:
Um mês depois, os brasileiros queriam esquecer o fiasco do basquete masculino e depositavam suas esperanças nas comandadas de Antônio Carlos Barbosa, que iriam disputar um Mundial em casa, nos ginásios do Ibirapuera e em Barueri.
O que se viu desta vez foi, além de uma chegada à semifinal da competição, demonstrações de garra e esperança dentro de quadra, características que não foram vistas com a Seleção masculina.
No entanto, o Brasil mostrou também nervosismo e vacilou, ao perder a partida anterior à decisão para a Austrália por 88 a 76, mesmo tendo colocado uma vantagem de nove pontos sobre as adversárias.
As australianas acabaram vencendo as russas e se sagrando campeãs do torneio, enquanto o País perdeu o bronze ao tomar um passeio dos EUA por 99 a 59, em última apresentação brasileira no Mundial.
Desta vez, contudo, a torcida brasileira apoiou bastante as atletas do País, que foram aplaudidas no fim da partida com a Austrália.
A ovação dos brasileiros não parou por então e, mesmo com o quase uma hora depois do jogo, os fãs continuavam em frente ao ônibus da Seleção e incentivavam principalmente Micaela, Janeth, Êga e Helen.
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