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Ano marcou uma década sem Mamonas e Renato Russo
 
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Morte de Renato Russo completou dez anos
Morte de Renato Russo completou dez anos
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O ano de 2006 marcou duas datas especias, e tristes, para quem gosta de música. A morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas completou uma década em março. Em outubro, foram dez anos sem Renato Russo.

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O acidente aéreo que matou os Mamonas ocorreu no dia 2 de março de 1996. O maior fenômeno da música brasileira à época voltava de um show quando o avião que transportava a banda se chocou na Serra da Cantareira, em São Paulo.

A carreira curta de Dinho (vocal), Bento (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Sérgio Reoli (bateria) e Julio Rasec (teclados) não impediu que o quinteto fosse responsável por uma breve - mas importante - "revolução" musical no Brasil.

Saídos de Guarulhos, os Mamonas misturavam rock, pagode, sertanejo com letras cômicas e bem construídas. No palco, os músicos faziam performances quase teatrais.

A morte dos integrantes ocorreu no momento em que a banda vivia seu auge. Depois de ser contratado pela gravadora EMI em 1995, o grupo lançou um disco que emplacou sucessos como Pelados em Santos, Vira-Vira e Robocop Gay, vendeu mais de um milhão de cópias de seu trabalho e se tornou o nome mais requisitado para shows no Brasil.

Legião Urbana
Renato Russo morreu em 11 de outubro de 1996. Artista com alma punk que se tornou pop, o músico fundou sua primeira banda nos anos 70, a Aborto Elétrico.

Em 1982 surgiu a Legião Urbana, com letras sobre política, amor e juventude. Geração Coca-Cola, Será, Eduardo e Mônica, Pais e Filhos e Que País É Esse? são até hoje considerados hinos.

Em 1990, o cantor assumiu sua homossexualidade em uma polêmica entrevista à revista Bizz. Renato Russo morreu de aids, mas deixou a doença em segredo até o último minuto.

Mais perdas
O ano marcou outras perdas importante para a música. No exterior, em julho, morreu Sid Barrett, fundador do Pink Floyd.

Ele tinha 60 anos e vivia recluso no Reino Unido. O músico nasceu em Cambridge, na Inglaterra, como Roger Keith Barrett, e recebeu o apelido de "Syd" quando tinha 15 anos.

Depois de participar da primeira fase do Pink Floyd - a mais lisérgica -, ainda antes dos estouros de obras como Dark Side of the Moon, Wish You Were Here e The Wall.

No Brasil, houve a perda do maestro Moacir Santos, na primeira semana de agosto. Ele tinha 80 anos e ficou internado por dois dias, depois de sofrer um derrame. O músico morou os últimos 38 anos de sua vida em Los Angeles.


 
Redação Terra

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