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 Bezerra da Silva se considerava o repórter da favela |
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Morreu na manhã do dia 17 de janeiro o sambista Bezerra da Silva, aos 77 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.
Bezerra estava internado desde o dia 28 de outubro de 2004 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, com embolia pulmonar e pneumonia.
Carreira
Bezerra da Silva gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975. Seus maiores sucessos são Malandragem Dá um Tempo (regravada pelo Barão Vermelho), Candidato Caô Caô (regravada pelo O Rappa), Seqüestraram Minha Sogra, Defunto Cagüete, Overdose de Cocada, Malandro Não Vacila, Meu Pirão Primeiro e Pai Véio 171, entre outros.
Em 1995 gravou Os Três Malandros In Concert, ao lado de Moreira da Silva e Dicró. Em 1998 foi tema do livro Bezerra da Silva - Produto do Morro, de Letícia Vianna.
Bezerra da Silva se tornou evangélico em 2001 e se preparava para gravar um disco com músicas religiosas.
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