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 Emilinha Borba, uma das "Rainhas do Rádio", morreu no Rio, aos 81 anos |
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A cantora Emilinha Borba morreu no dia 3 de outubro, aos 81 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto. No mês de junho, ela havia sofrido um traumatismo craniano em conseqüência de uma queda sofrida em casa.
A artista morreu após passar mal durante um almoço, em casa, segundo parentes. Familiares disseram que a cantora estava pensando em retomar a carreira ainda este ano.
Rainha
Emilinha se consagrou como uma das "Rainhas do Rádio", entre as décadas de 1930 e 1950, e gravou mais de 300 discos ao longo de 60 anos de carreira.
Conhecida também como a "Favorita da Marinha", Emilinha disputou com a cantora Marlene o título de líder de audiência nos "anos de ouro" do rádio brasileiro. Apesar da suposta rivalidade - em grande parte alimentada por empresários e apresentadores -, Emilinha e Marlene foram parceiras em várias canções.
Além de se consagrar como cantora, Emilinha Borba atuou em dezenas de filmes da Atlântida, estúdio de cinema que reinou como o maior do País por quase 40 anos, entre os anos de 1940 e 1980. Ela atuou em clássicos como Banana-da-Terra, Vamos Cantar, É Fogo na Roupa e Aviso aos Navegantes.
Emília Savana da Silva Borba nasceu no bairro da Mangueira, no Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 1924. Ela eternizou alguns clássicos das marchinhas de carnaval, como Chiquita Bacana (1949) e Tomara que Chova (1951). Boleros e baiões, tais como Dez Anos, Cachito e Baião de Dois, também ficaram consagrados na voz da cantora.
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