Bombeiro tenta apagar um carro em chamas em Gentilly, sul de Paris
Pelo menos 4,7 mil pessoas foram detidas e nove mil carros incendiados na França durante as semanas de violência nos subúrbios de várias cidades, que começaram no dia 27 de outubro e só terminaram no meio de novembro, quando o governo adotou medidas de emergência, como o toque de recolher.
Os piores distúrbios civis no país dos últimos 40 anos começaram com a morte de dois jovens em 27 de outubro no subúrbio parisiense de Clichy-sous-Bois, habitado na maior parte por imigrantes islâmicos do norte da África - argelinos, marroquinos e tunisianos. Eles foram eletrocutados ao entrar numa cabine de força, aparentemente fugindo da polícia.
A partir deste incidente, todas as noites veículos eram queimados e prédios públicos - como escolas e igrejas -, depredados. Essas manifestações contra o racismo, o desemprego e a marginalização eram feitas principalmente por cidadãos negros e árabes. O governo fracês declarou o fim dos distúrbios em 17 de novembro.
O estado de emergência decretado durante as noites de violência foi prorrogado por três meses a partir do dia 21 de novembro, expirando em fevereiro de 2006. Para tentar resolver a crise interna, o premiê Dominique de Villepin também chegou a anunciar novos projetos de criação de empregos.