O "não" recebeu mais de 59 milhões de votos (63,94%)
Após um gasto de mais de R$ 200 milhões em campanhas de divulgação, a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil foi rejeitada por quase dois terços dos eleitores, em um referendo histórico no dia 23 de outubro. O "não" (contra a proibição) recebeu mais de 59 milhões de votos (63,94%) e a opção "sim" (pela proibição), mais de 33 milhões (36,06%) dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com o resultado, continuam em vigor todas as demais disposições do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826), promulgado em 23 de dezembro de 2003, que já restringia a posse e o uso de armas de fogo às corporações militares e policiais, empresas de segurança, desportistas, caçadores e pessoas autorizadas apenas pela Polícia Federal. O "não" venceu em todos os Estados, com destaque para Rio Grande do Sul, Acre e Roraima, onde a opção recebeu mais de 80% dos votos. O melhor desempenho do "sim" foi em Pernambuco e no Ceará, com pouco mais de 45% dos votos.