Especial: Furacão nos EUA
Na temporada recorde de 2005, o Katrina foi o primeiro grande furacão de categoria 5 a atingir os EUA. No final de agosto, o Katrina devastou a costa do Golfo do México, trazendo o maior prejuízo material na história do país: US$ 80 bilhões. Em 1992, o Andrew havia dado um prejuízo de US$ 26,5 bilhões. Mais de 1,2 mil pessoas morreram na passagem do furacão.
Uma das cidades americanas mais atingidas pelo Katrina foi Nova Orleans, sul do Estado da Louisiana, que teve 80% de sua superfície inundada. A maior parte da destruição foi provocada por inundações registradas quando a fúria do Katrina rompeu os diques desta famosa cidade construída sob o nível do mar. Entre os 13 furacões formados no Atlântico este ano, o Wilma e o Rita também levaram medo e prejuízos aos EUA.
Depois da devastação provocada pelo Katrina, uma onda de críticas apontou a incompetência das autoridades, a má organização, a lentidão no atendimento e, sobretudo, as condições deploráveis a que foram submetidas as vítimas. Houve denúncias de racismo em Nova Orleans e uma onda de saques na cidade. O presidente George W. Bush chegou a assumir sua responsabilidade na lentidão da resposta federal aos atingidos pelo Katrina.
Vários recordes foram estabelecidos em 2005 como o maior número de tormentas tropicais formadas: 26 (recorde anterior era de 21, em 1933); o maior número de furacões: 13 (12 em 1969) e o maior número de furacões de categoria 5 (a máxima) na escala Saffir-Simpson: 3 (2 em 1960 e 1961). O ano de 2005 também teve o furacão mais intenso, o Wilma (o anterior foi o Gilbert em 1998). Neste ano, pela primeira vez, teve que ser usado o alfabeto grego para nomear quatro tempestades, pois os 21 nomes comuns disponíveis nas listas anuais já haviam se esgotado.