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Esportes
São Paulo se torna o primeiro tricampeão mundial
 
Reuters
Rogério Ceni levanta a taça do tricampeonato mundial do São Paulo
Rogério Ceni levanta a taça do tricampeonato mundial do São Paulo
Depois de 12 anos, o São Paulo retornou ao Japão e conquistou o tricampeonato do Mundial de Clubes ao bater o Liverpool, campeão europeu, por 1 a 0, em Yokohama. A competição foi a segunda edição organizada oficialmente pela Fifa.

  • Veja as fotos da conquista

    Em comparação à primeira, em 2000, disputada no Brasil, esse Mundial de Clubes foi mais enxuto com os campeões de Ásia, Concacaf, Oceania e África se enfrentando antes da semifinal, quando se juntaram Liverpool e São Paulo.

    Os ingleses golearam o Deportivo Saprissa, campeão da Concacaf, por 3 a 0, enquanto o São Paulo teve mais dificuldades para superar o Al Ittihad, campeão asiático, por 3 a 2, na outra semifinal.

    Na decisão, os são-paulinos abriram o placar com Mineiro, aos 26min da primeira etapa, e suportaram a forte pressão dos ingleses até o último minuto da partida.

    O grande destaque na conquista do tri do São Paulo foi o goleiro Rogério Ceni. Autor de um gol na semifinal, em cobrança de pênalti, o capitão fez defesas importantes na decisão e segurou o ataque inglês, como na bela cobrança de falta do inglês Steve Gerrard.

    Outros nomes importantes na campanha são o zagueiro uruguaio Lugano, os atacantes Amoroso, autor de dois gols na semifinal, e Aloísio, que deu o passe para o gol de Mineiro na final.

    Com o resultado, o São Paulo se tornou o primeiro time brasileiro a conquistar três títulos mundiais, igualando-se a Boca Juniors (Argentina), Real Madrid (Espanha), Milan (Itália), Nacional e Peñarol (ambos do Uruguai).

    Na premiação, o goleiro Rogério Ceni se tornou o terceiro jogador são-paulino a levantar a taça do Mundial. Os outros dois foram Raí (1992) e Ronaldão (1993).

    O time do Morumbi quebrou um jejum de cinco anos sem que um time brasileiro conquistasse o título mundial. O último havia sido o Corinthians, campeão em 2000, no Brasil, ao bater o Vasco nos pênaltis, após empate sem gols.

    Libertadores

    Para chegar à disputa do título mundial, o São Paulo conquistou pela terceira vez a Copa Libertadores, após também 12 anos de espera. A competição que mais desperta o interesse da torcida do time do Morumbi viu pela primeira vez uma final brasileira. A equipe paulista teve de superar o Atlético-PR na decisão para levantar a taça pela primeira vez desde 93.

    O título do São Paulo quebrou um jejum brasileiro na Libertadores. Até então, a última conquista do País havia sido a do Palmeiras, em 99. De lá para cá, times nacionais perderam três vezes em decisões - o Palmeiras caiu diante do Boca Juniors, da Argentina, em 2000, o São Caetano foi derrotado pelo Olimpia, do Paraguai, em 2002, e, no ano seguinte, o Boca foi o carrasco do Santos.

    O São Paulo conseguiu chegar ao título mesmo com a mudança de treinador. O técnico Emerson Leão dirigiu a equipe em quatro partidas da primeira fase. O interino Milton Cruz assegurou a classificação para as oitavas-de-final com um empate contra a Universidad do Chile. Paulo Autuori assumiu no jogo contra o The Strongest, da Bolívia, na última rodada da fase inicial.

    Nas oitavas-de-final, o primeiro duelo brasileiro. O São Paulo venceu o Palmeiras duas vezes - 1 a 0 no Parque Antarctica e 2 a 0 no Morumbi - para chegar entre os oito. O Tigres, do México, invicto até então, perdeu por 4 a 0 no Morumbi, em jogo que Rogério Ceni marcou dois gols de falta e perdeu um pênalti. Na volta, a derrota por 2 a 1 garantiu o time tricolor na semifinal. No confronto contra o River Plate, o meia Danilo brilhou e levou o São Paulo a duas vitórias - 2 a 0 no Morumbi e 3 a 2 em Buenos Aires.

    Assim como o São Paulo, o Atlético-PR fez campanha brilhante na competição sul-americana. Depois de dar um susto na sua torcida na primeira fase, a equipe paranaense entrou no mata-mata na condição de zebra e conseguiu eliminar Cerro Porteño, do Paraguai, Santos e Chivas Guadalajara, do México.

    Embora envolvesse dois times do Brasil, a decisão não ficou isenta de polêmica. O Atlético-PR brigou para jogar a primeira partida na Arena da Baixada. No entanto, o regulamento exigia um estádio com capacidade de 40 mil torcedores para a final, o que obrigou o time paranaense a jogar no Beira-Rio, do gaúcho Internacional.

    O empate por 1 a 1 em Porto Alegre deixou o São Paulo com a vantagem de jogar por uma simples vitória no Morumbi. Empurrado por 70 mil torcedores, o time tricolor fez 4 a 0, com gols de Amoroso, Fabão, Luizão e Diego Tardelli. A equipe paranaense teve grande chance de empatar a partida no fim do primeiro tempo, quando perdia por 1 a 0, mas Fabrício cobrou um pênalti na trave. O goleiro Rogério Ceni, capitão são-paulino, realizou o sonho de levantar o troféu da competição mais importante do continente.


     

  • Redação Terra