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Informática
Filmes colocam troca de música em segundo plano
 
AP
Cohen criou o BitTorrent, que já toma 35% do tráfego da Internet
Cohen criou o BitTorrent, que já toma 35% do tráfego da Internet
Saiba mais
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A guerra entre a indústria fonográfica e os serviços de troca de arquivos pela Internet começou quente em 2004. Na verdade, sobrou mais para os usuários. Desde o começo do ano, milhares foram processados por compartilhar suas músicas, até mesmo uma inocente vovó, que emprestava o seu micro para o netinho.

A partir do segundo semestre, no entanto, a pirataria online de música começou a ficar em segundo plano, até porque as ações da indústria fonográfica começaram a dividir espaço com as iniciativas legais de oferta de música pela Internet. Recentemente, as gravadoras anunciaram o desenvolvimento do seu próprio serviço de troca de arquivos. Shawn Fanning, criador do pioneiro Napster, também revelou estar passando para o "lado bom" da música online.

O problema é que os internautas passaram a achar que trocar somente música virou coisa pouca, e passaram a "investir" em filmes e programas de TV. Meio que na surdina, um simples mas poderoso sistema de troca de arquivos puxou a tendência e assumiu absurdos 35% do tráfego de dados da Internet.

Voltado para arquivos grandes, totalmente descentralizado e compatível com dezenas de programas, o BitTorrent provou que os usuários estão dispostos a reservar parte de sua conexão para o download de vídeos - algo que os estúdios de Hollywood têm que começar a resolver, em paralelo com o combate à pirataria.

Seu criador, o programador Bram Cohen, virou uma espécie de Shawn Fanning do cinema, mas o BitTorrent não será tão fácil de ser derrubado como foi o Napster. O sistema não passa de um gerenciador de downloads que utiliza o protocolo P2P, e está sendo adotado oficialmente por algumas empresas para distribuição legal de vídeos e softwares sem sobrecarga nos servidores.

E o pior: o BitTorrent, combinado com outros recursos, como blogs e RSS, já está sendo considerado como a próxima revolução da Internet, comparável à reviravolta que Tivo e os demais gravadores de vídeo digital causaram no hábito dos usuários assistirem televisão nos Estados Unidos.
 

Redação Terra