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Esportes
Morte de Serginho comoveu o mundo esportivo
 
Agência Lance
Serginho caiu no gramado ao sofrer uma parada cardiorrespiratória
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Dia 27 de outubro. São Caetano e São Paulo se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro e, aos 14 minutos do segundo tempo, após um lance na área do time do ABC, o zagueiro Serginho cai no gramado do Morumbi. O defensor começava a sofrer uma parada cardiorrespiratória.

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    Serginho de 30 anos, foi atendido pelos departamentos médicos dos dois clubes. Enquanto recebia os primeiros socorros ainda dentro de campo, os jogadores se desesperavam. Uns choravam, outros rezavam. O zagueiro foi transferido ao hospital São Luiz mas não resistiu. O problema em seu coração, uma miocardiopatia, havia sido detectado em exames no início do ano, mas o atleta continuou em atividade.

    O fato mexeu com o mundo do esporte e instaurou debates sobre o cuidado dos clubes com a saúde de seus atletas e sobre o desgaste físico a que os jogadores são submetidos durante a temporada.

    O São Caetano também sofreu as conseqüências da morte de seu jogador. O presidente Nairo Ferreira de Souza e o médico Paulo Forte serão indiciados por homicídio doloso (com intenção) e podem pegar de 6 a 20 anos de prisão. O clube ainda perdeu 24 pontos em julgamento em primeira instância na Justiça Esportiva.

    A tragédia desencadeou uma verdadeira corrida nos clubes brasileiros. No início de novembro, dois jogadores foram afastados de seus times por problemas cardíacos. O primeiro foi Bebeto Campos, do Paysandu. Em exames realizados pelo clube, foi detectado que o jogador possui o mesmo problema que matou Serginho. Desta vez, porém, o risco não foi assumido e o jogador deixou suas atividades.

    Poucos dias depois, foi a vez do volante Emerson, do Grêmio. Exames de acompanhamento detectaram uma arritmia e o jogador também foi afastado pelos médicos gremistas.

    Nos estádios, o cenário também mudou. As ambulâncias, obrigatórias pelo Estatuto do Torcedor, ganharam uma atenção a mais e o desfibrilador, aparelho responsável por ressuscitar uma pessoa que sofre um ataque cardíaco, passou a ser a palavra da vez nos departamentos médicos. Em alguns jogos, inclusive, o aparelho esteve na mesa do representante da CBF para qualquer eventualidade.

    Os casos de mortes em campo, porém, não começaram com Serginho. Em janeiro, o húngaro Miklos Fehér morreu durante uma partida de seu clube, o Benfica (Portugal), contra o Vitória de Guimarães. O jogador tinha 24 anos e, segundo as investigações das autoridades portuguesas, também morreu devido a problemas cardíacos.
     

  • Redação Terra