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 O alemão foi campeão pela 7ª vez e não pensa em parar de correr |
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Vitórias, recordes e título. A temporada 2004 da Fórmula 1 não fugiu à rotina do alemão Michael Schumacher. O heptacampeonato mundial foi garantido no GP da Bélgica, em 29 de agosto, com um segundo lugar, posição até então pouco comum ao piloto da Ferrari, que havia vencido 12 das 13 provas.
No total, Schumacher esteve no lugar mais alto do pódio 13 vezes, recorde em um único campeonato, e marcou 148 pontos. Piloto mais velho na categoria atualmente, o alemão de 35 anos encontra motivação em marcas históricas para seguir a carreira.
Em 2005, o piloto da Ferrari deve ficar com o principal recorde que ainda não o pertence: o número de pole positions. Ayrton Senna largou na primeira posição 65 vezes, duas a mais que Schumacher.
A Ferrari ganhou o título de construtores pelo sexto ano consecutivo e repetiu o desempenho de 2002, quando venceu 15 corridas. Além disso, a equipe igualou a marca da McLaren, que em 1988 venceu o mesmo número de GPs.
O brasileiro Rubens Barrichello, por sua vez, demorou para entrar na festa ferrarista. Embora tenha mantido regularidade durante o ano e conquistado o vice-campeonato mundial com um número de pontos, 114, inédito em sua carreira, o piloto só deslanchou depois do título de Schumacher.
Barrichello brilhou e venceu na Itália e na China e esteve perto de realizar seu sonho de conquistar a vitória no Brasil. O piloto da Ferrari dominou os treinos, largou na pole, mas foi atrapalhado pela chuva em Interlagos e ficou na terceira posição.
Mudanças
A alegria da Ferrari contrasta com o desejo das demais equipes em pará-la. Em 2004, apenas três corridas não foram vencidas pela escuderia italiana. Jarno Trulli, da Renault, venceu em Mônaco; Kimi Raikkonen, da McLaren, na Bélgica, e Juan Pablo Montoya, da Williams, no Brasil.
Uma das formas encontradas pelos adversários de tentar diminuir a vantagem da Ferrari foi propor mudanças no regulamento para 2005. Um dia antes do GP do Brasil, as outras nove equipes divulgaram um comunicado no qual afirmavam que se os testes não fossem reduzidos a dez durante a temporada, não aprovariam um calendário com 19 corridas para a próxima temporada.
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