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O Brasil teve uma participação histórica nos Jogos de Atenas de 2004. A delegação nacional nunca havia conquistado tantas medalhas de ouro (quatro) em uma mesma edição olímpica. Segundo os mais otimistas, a conta poderia ter chegado a cinco, se o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima não tivesse sido agarrado pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan quando liderava a corrida. Mas o cavaleiro Rodrigo Pessoa ainda pode ver sua prata virar ouro em função do doping no cavalo do irlandês medalhista de ouro.
Somados os ouros, três pratas e três bronzes, os atletas nacionais voltaram da Grécia com dez medalhas, depois de terem chegado a 30 finais olímpicas. O desempenho foi aplaudido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que já começa a cobrar mais medalhas nos Jogos de Pequim, em 2008, embalado pelo Pan-2007, no Rio de Janeiro.
Já em Atenas o País mostrou algumas de suas armas para conquistar resultados mais expressivos na Olimpíada chinesa. Nadadores como Thiago Pereira, Joanna Maranhão e Flávia Delaroli e corredores como Matheus Inocêncio (finalista nos 110m com barreiras) são alguns exemplos que podem alcançar medalhas daqui a quatro anos.
A Paraolímpida
O desempenho brasileiro nos Jogos Paraolímpicos, realizados um mês após o término da Olimpíada, também foi motivo de comemoração para os brasileiros. Com 14 medalhas de ouro, 12 de prata e sete de bronze, o País também festejou sua melhor participação.
Da piscina olímpica saiu o maior ídolo paraolímpico brasileiro. Com seis medalhas de ouro, Clodoaldo Silva se consagrou em Atenas, a ponto de ganhar o apelido de "Michael Phelps brasileiro" (em referência ao melhor nadador americano na Grécia).
Mais do que medir forças com potências olímpicas, os Jogos de 2004 em Atenas foram decisivos para incentivar o País do futebol a buscar alternativas que incluam o maior número possível de cidadãos (e possíveis medalhistas) na prática de diferentes modalidades esportivas.