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Em 2004, Seleção ganhou Adriano e a Copa América
 
Reuters
Sucesso entre os europeus, o atacante Adriano só teve destaque após ajudar a Seleção a vencer a Copa América
Sucesso entre os europeus, o atacante Adriano só teve destaque após ajudar a Seleção a vencer a Copa América
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Os dois socos de Adriano, que revidou uma agressão durante partida da Inter de Milão pela Copa dos Campeões da Europa em novembro, com certeza não chamariam tanta atenção se acontecessem antes de julho de 2004. Isto porque o atacante só despontou até para o público brasileiro durante a conquista da Copa América, disputada neste ano no Peru.

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    Respeitado nos gramados europeus desde que deixou o Flamengo aos 19 anos de idade, Adriano precisou salvar a Seleção nos últimos minutos da competição sul-americana, contra a rival Argentina, para ganhar reconhecimento dos brasileiros.

    A artilharia e o título de melhor jogador do campeonato deram uma guinada na carreira de Adriano, que figura entre os líderes da lista de artilheiros do Campeonato Italiano e é nome certo nas convocações para as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006.

    A história de Adriano representa bem a vivida pela Seleção Brasileira durante a campanha na Copa América. Depois de dar férias para as estrelas da Seleção pentacampeã, Parreira levou um desacreditado time B para o Peru e voltou com a taça. "Só o futebol brasileiro é capaz de um feito como este", disse Parreira, durante a euforia da conquista.

    O elenco repleto de novatos na Seleção foi reunido poucos dias antes da competição. Depois de uma primeira fase complicada na altitude da cidade de Arequipa (vitórias sobre Chile e Costa Rica, e derrota para o Paraguai), a equipe se classificou em segundo lugar e começou a ganhar força na fase mata-mata.

    Mais entrosada e sem mais sofrer com os efeitos da altitude, o Brasil goleou o México por 4 a 0 (quartas-de-final, em Piura) e passou nos pênaltis pelo Uruguai (semifinal, em Lima).

    A consagração total veio na decisão, contra nossos arqui-rivais argentinos Vencendo por 1 a 0, os "hermanos" abusaram dos dribles na tentativa de humilhar os brasileiros nos últimos minutos. Mas veio o gol salvador de Adriano e, em seguida, a vitória nos pênaltis. Um roteiro perfeito para uma final contra a Argentina. "Com o futebol brasileiro não se brinca", desabafou Parreira.
     

  • Redação Terra