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Respeitado nos gramados europeus desde que deixou o Flamengo aos 19 anos de idade, Adriano precisou salvar a Seleção nos últimos minutos da competição sul-americana, contra a rival Argentina, para ganhar reconhecimento dos brasileiros.
A artilharia e o título de melhor jogador do campeonato deram uma guinada na carreira de Adriano, que figura entre os líderes da lista de artilheiros do Campeonato Italiano e é nome certo nas convocações para as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006.
A história de Adriano representa bem a vivida pela Seleção Brasileira durante a campanha na Copa América. Depois de dar férias para as estrelas da Seleção pentacampeã, Parreira levou um desacreditado time B para o Peru e voltou com a taça. "Só o futebol brasileiro é capaz de um feito como este", disse Parreira, durante a euforia da conquista.
O elenco repleto de novatos na Seleção foi reunido poucos dias antes da competição. Depois de uma primeira fase complicada na altitude da cidade de Arequipa (vitórias sobre Chile e Costa Rica, e derrota para o Paraguai), a equipe se classificou em segundo lugar e começou a ganhar força na fase mata-mata.
Mais entrosada e sem mais sofrer com os efeitos da altitude, o Brasil goleou o México por 4 a 0 (quartas-de-final, em Piura) e passou nos pênaltis pelo Uruguai (semifinal, em Lima).
A consagração total veio na decisão, contra nossos arqui-rivais argentinos Vencendo por 1 a 0, os "hermanos" abusaram dos dribles na tentativa de humilhar os brasileiros nos últimos minutos. Mas veio o gol salvador de Adriano e, em seguida, a vitória nos pênaltis. Um roteiro perfeito para uma final contra a Argentina. "Com o futebol brasileiro não se brinca", desabafou Parreira.