Câmera mostra o capacete de Senna segundos antes do choque na Tamburello
As lembranças começaram antes de 1° de maio, dia em que Senna bateu fatalmente sua Williams contra o muro da curva Tamburello, no GP de San Marino de 1994. No último dia 25 de abril, em Ímola, o austríaco Gerhard Berger recolocou na pista a Lotus preta que pertenceu ao brasileiro nas temporadas de 1985, 86 e 87.
No GP do Brasil, o último da temporada, o carro negro reapareceu, dessa vez, conduzido pelo sobrinho de Senna, Bruno. Uma prova de que a trajetória do tricampeão não parou com sua morte.
Foi apenas após o acidente que o Instituto Ayrton Senna nasceu. Um projeto idealizado pelo piloto, mas concretizado por sua irmã Viviane. Além de assistir 4 milhões de crianças carentes atualmente, o Instituto foi o organizador das inúmeras homenagens ao piloto durante 2004.
Ayrton Senna voltou a arrastar multidões. O público se aglomerou no estádio do Pacaembu para ver um show beneficente de artistas e amigos do piloto e chorou mais uma vez no cemitério em que o corpo está enterrado.
Fãs foram às livrarias e compraram biografias, revistas e encartes. E peregrinaram (inclusive no Japão) até a exposição que recontava a vida e a carreira do tricampeão.
A Fórmula 1 esteve mais sensível em 2004, cercada pela lembrança do mito que prometia ser o maior piloto da história. Chefes de equipe e ex-competidores deram seus depoimentos sobre Senna.
Até mesmo o heptacampeão Michael Schumacher fez, de certa forma, a sua homenagem. Dominante em quase todas as corridas da temporada, o alemão não conseguiu completar a prova de Mônaco. Dez anos após sua morte, Senna ainda é o único que conseguiu vencer por seis vezes a corrida mais glamourosa do circuito mundial.