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Diversão
Audiências em novelas e fim de séries marcam ano
 
Warner/Divulgação
Após dez anos no ar, a série Friends se despediu do público
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Celebridade começou em 2003, mas, sem dúvida, foi o grande sucesso global em 2004. A novela de Gilberto Braga, estrelada por Malu Mader, Cláudia Abreu e Fábio Assunção registrou, no penúltimo capítulo, a maior média de audiência no Ibope nos últimos nove anos. A trama atingiu 63 pontos e 84 de share, o que significa que, de cada 100 televisores, 63 estavam sintonizados na trama.

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    As maldades de Laura, estréia de Cláudia Abreu como vilã, criaram uma trama cheia de altos e baixos, na qual a mocinha Maria Clara Diniz (Malu Mader) nem sempre foi a "queridinha" do público.

    A sucessora de Celebridade, Senhora do Destino, começou dando conta do recado. Escrita por Aguinaldo Silva, a trama é estrelada por Suzana Vieira no papel da retirante Maria do Carmo. Sua luta constante para encontrar a filha (vivida por Carolina Dieckmann) tem mantido os telespectadores ligados.

    Alguns remakes também marcaram o ano de 2004. Na Globo, Cabocla, de Benedito Ruy Barbosa, reviveu o romance de Zuca (Vanessa Giácomo) e Luis Jerônimo (Daniel de Oliveira), já levado para a telinha em 1979.

    Enquanto isso, a Record ativou o seu núcleo de dramaturgia com a nova versão de A Escrava Isaura, livremente baseada na obra de Bernardo Guimarães. Estrelada por Bianca Rinaldi, a novela estreou na vice-liderança da audiência, com média de 12 pontos e picos de 14,2.

    2004 também foi o ano das comédias leves. Chocolate com Pimenta, que estreou em setembro de 2003, teve audiência de novela das 21h em pleno horário das 18h. A história da heroína Ana Francisca, vivida por Mariana Ximenes, levou os telespectadores aos românticos anos 20 e, com muito humor, obteve sucesso total.

    O mesmo aconteceu com Da Cor do Pecado, estréia do autor João Emanuel Carneiro. A novela marcou também várias outras estréias: a de Taís Araújo como a primeira protagonista negra de uma novela da Globo, a de Matheus Natchergaele em novelas e a de São Luís, capital do Maranhão, como cenário de um dos núcleos de uma trama. O romance de Preta (Taís Araújo) e Paco (Reynaldo Gianecchini), além das estripulias da família Sardinha, alcançaram ótimos índices de audiência.

    Revelações
    Vanessa Giácomo era uma desconhecida até maio de 2004, quando ela exibiu o rosto como a protagonista da nova versão de Cabocla, estrelada no final dos anos 70 por Glória Pires. Confiante, a novata, que foi chamada de "a própria cabocla" pelo diretor Ricardo Waddington, afirmou antes da estréia: "Se eu disser que não estou com medo, você acredita? Os diretores me passaram segurança. Estou confiante no meu trabalho."

    Cabocla também marcou a estréia de Daniel de Oliveira em novelas. O ator, antes conhecido apenas por uma participação em Malhação e por ser o então namorado da atriz Débora Falabella, ganhou o papel de Luís Jerônimo, que na primeira versão da trama foi de Fábio Jr. A boa repercussão da atuação de Daniel de Oliveira como Cazuza, no filme Cazuza - O Tempo Não Pára, despertou ainda mais a curiosidade do público para acompanhar o trabalho do ator na novela global.

    Depois de encantar milhares de adolescentes como o Maumau de Malhação, foi a vez de Cauã Reymond brilhar em uma novela. O lutador Thor Sardinha fez com que o ator recebesse elogios de veteranos, como Ney Latorraca, seu colega de elenco em Da Cor do Pecado.

    Gisele Itiê também já era um rosto conhecido na TV, mas seu papel de protagonista em Começar de Novo alçou a atriz ao estrelato. A atriz vive atualmente a personagem Júlia Moreno, na trama de Antônio Calmon.

    Outra "revelação" na TV em 2004 saiu das passarelas e foi parar na MTV. Fernanda Tavares foi contratada pela emissora - cada vez menos "musical" - para apresentar o programa Missão MTV, no qual "repagina" uma pessoa comum, mudando seu visual e dando dicas de moda.

    Reality shows
    As "espiadinhas" continuaram a ser sucesso em 2004. Na Globo, o Big Brother Brasil foi, pela primeira vez, conquistado por uma mulher, no dia 6 de abril.

    A babá Gecilda dos Santos, 21 anos, conhecida no reality show como Cida, teve 69% da preferência do público e se consagrou campeã, levando para casa o prêmio de R$ 500 mil.

    Em segundo lugar ficou Thiago, fazendo com que o grupo dos "superpobrinhos" saísse "por cima" do programa comandado por Pedro Bial.

    O SBT, por sua vez, apostou novamente na Casa dos Artistas, em um formato diferente das primeiras versões. A Casa 4 foi uma espécie de "caminhada para a fama", colocando aspirantes a protagonistas de novela em uma disputa que incluía "paredões" e aulas de interpretação.

    A grande vencedora da Casa dos Artistas 4 foi a paulistana Carol Hubner, com 61,17% dos votos dos telespectadores. Carol foi escolhida pelo público para ganhar o papel de protagonista em uma novela do SBT (ainda não definida). Ela disputou a preferência do telespectador com Cláudio Melibeu, e vai assinar contrato de um ano com a emissora.

    Sem o mesmo "alarde" do BBB, a Globo apostou também na terceira edição do Fama. O programa, que "revela" cantores, consagrou Tiago Silva, 20 anos, escolhido pelo público com 46% dos votos.

    A Record também resolveu apostar no formato dos reality shows. O Sem Saída, que levou Márcio Garcia para a emissora, é uma versão do Captive, criado pela Fox. O programa é uma mistura de reality show com game. Cinco participantes ficam confinados numa casa, disputando prêmios em dinheiro e respondendo a perguntas sobre conhecimentos gerais, eventos da atualidade e cultura popular.

    O publicitário Roberto Justus, por sua vez, estreou, em O Aprendiz, fazendo no Brasil o papel que cabe ao bilionário Donald Trump nos Estados Unidos. Justus selecionou uma pessoa, entre os 16 candidatos do reality show, que vai trabalhar em uma das suas empresas por um ano, com salário anual de R$ 250 mil.

    Séries americanas
    Depois de 11 anos no ar, Frasier se despediu do público americano em maio. Mais de 25 milhões de pessoas assistiram ao último episódio da série da NBC. O episódio final da comédia premiada com o Emmy, que ficou 11 anos em cartaz, também representou o fim do período recorde de 20 anos que o ator Kelsey Grammer passou no papel do personagem principal, o qual ele começou a representar ainda no seriado Cheers.

    2004 marcou também a despedida de Friends. Depois de 10 anos, a série, que virou hit nos Estados Unidos e em vários países do mundo, inclusive no Brasil, deixou saudades.

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    A despedida dos amigos Ross (David Schwimmer), Rachel (Jennifer Aniston), Monica (Courtney Cox), Chandler (Matthew Perry), Phoebe (Lisa Kudrow) e Joey (Matt LeBlanc) fez com que 52,5 milhões de pessoas parassem diante da TV, em maio, nos Estados Unidos. O sucesso foi tão grande, que os atores receberam pouco mais de US$ 1 milhão por episódio, durante a última temporada. No entanto, Matt LeBlanc ainda colhe frutos de seu personagem. O ator ganhou uma série própria, Joey, na qual o ator deixa Nova York para tentar a vida em Los Angeles.

    No dia 23 de agosto, foi ao ar pelo canal pago Multishow o último capítulo de Sex and the City. Apesar de o sexo ser uma das "estrelas" da série, foi o amor que deu o tom no final.

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    Reconciliações, adoção de criança, vitória contra um câncer de mama, mudanças de país para viver um grande amor... tudo valeu a pena para que Miranda Hobbes, Charlotte York, Samantha Jones e Carrie Bradshaw tivessem um final feliz.
     

  • Redação Terra