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A enorme quantidade de vírus e programas maliciosos dirigidos ao Windows e ao IE não é novidade e já fez com que muitos internautas começassem a experimentar outro sistema operacional ou navegador, quando não ambos. Ao longo de 2004, as constantes brechas de segurança descobertas nestes mesmos softwares e sua conseqüente exploração por crackers e cibercriminosos cada vez mais rapidamente, além da eventual demora em oferecer correção, fizeram com que especialistas recomendassem a troca do Internet Explorer por outro navegador. Entre as várias opções, o navegador Firefox, da Fundação Mozilla, roubou a cena.
Claro, falhas de segurança podem acontecer a qualquer um. Winamp, Skype, Google, diversos antivírus, produtos da RealNetworks, Macromedia, Symantec, Sophos e Adobe também apresentaram problemas. A Microsoft inclusive lançou um pacote de correções para, justamente, melhorar a segurança, o Service Pack 2 para Windows XP. Mesmo assim, o uso de programas alternativos cresceu, apesar de também eles enfrentarem alguns problemas. O que nos leva de volta ao Firefox.
O Firefox é um navegador gratuito de código aberto, resultado do trabalho de programadores em várias partes do mundo, que o vão incrementando e aperfeiçoando. Em novembro, depois de um de um período de testes, foi lançada a tão esperada versão 1.0. O sucesso foi imediato: nos três primeiros dias, o browser foi baixado do site da fundação um milhão de vezes. Quinze dias depois, mais de cinco milhões e meio de usuários foram contabilizados num estudo que apontou, também, o IE com presença em 89% do mercado.
O navegador foi lançado com uma campanha milionária e criativa. E o que ele oferece de melhor? Fundamentalmente, mais segurança. Mas também atraem seus recursos charmosos como a possibilidade de abrir várias páginas numa mesma janela (navegação por abas), entre outros. Diversas extensões permitem acrescentar ou melhorar funções. E é muito eficiente.
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