| Terra |
 O dólar fraco foi um dos problemas econômicos do ano |
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Contraditório: o ano em que George W. Bush foi reeleito de forma consagradora para mais quatro anos à frente dos Estados Unidos foi também o que exibiu retratos de uma preocupante crise na maior potência do planeta. Economicamente, o país perdeu a hegemonia para o bloco europeu, que viu sua moeda, o euro, se valorizar como nunca antes frente à divisa norte-americana.
Mais grave, a própria economia da Comunidade Européia não anda lá essas coisas. Na Inglaterra, onde o euro não foi adotado, a situação é melhor do que nos outros 24 países que compõem o bloco.
Ao mesmo tempo, a China exibiu números que mostraram poderio. Com crescimento médio de 9% por trimestre, o país asiático - e seu mercado consumidor de mais de 1 bilhão de pessoas - se inseriu de vez na economia mundial.
As estatísticas apontam um futuro sombrio para os EUA. Em 2004, quase tudo deu errado: houve menos criação de emprego e mais inflação. Tanto que o Fed (o Banco Central do país) também teve de subir os juros, hoje em 2%.
O dólar fraco não foi o único problema que a economia global teve de enfrentar em 2004: a instabilidade dos preços do petróleo levou desequilíbrio e tensão a várias regiões do planeta. O barril do produto, antes cotado a US$ 33, chegou a custar US$ 55. No final do ano, os preços caíram. Os estragos, entretanto, já haviam sido feitos. Agora, o mundo teme que os EUA, a potência que o conduz há décadas, caminhem para a recessão.
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