| Reuters |
 Antonio Palocci comemorou o crescimento da economia |
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Este não foi um ano qualquer para a economia brasileira. Exibindo números robustos e positivos em praticamente todos os setores, o País parece ter entrado definitivamente num período de "ciclo virtuoso", expressão que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não se cansa de repetir. O Brasil deixou para trás a fase de estagnação e, com um crescimento de mais de 5%, passou a ser visto com outros olhos pelo mundo.
Seus títulos têm mais credibilidade no exterior, o que atraiu cada vez mais investidores. A moeda se fortaleceu frente ao dólar em pelo menos 7% e a inflação, apesar de extrapolar a meta fixada pela equipe econômica, chegou ao final do ano dando sinais de desaceleração.
A criação de empregos bateu recorde histórico, e o controle de gastos do governo foi tão eficiente que o que deveria ser economizado para cumprir o acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) foi obtido com antecedência, e em maior valor. Como se não bastasse, as exportações superaram as importações, garantindo divisas à nação.
Ainda assim, um debate interno perseguiu essa trajetória: o tamanho dos juros cobrados no País. As decisões mensais do Copom (Comitê de Política Monetária) foram temidas, contestadas, ridicularizadas ou defendidas, não necessariamente nessa ordem.
A Petrobras, maior empresa do País, chegou a divulgar nota pública questionando a pertinência de sugestões do Copom sobre a política de reajustes dos combustíveis.
Cercada de críticas por todos os lados, a principal autoridade monetária fora Palocci acabou ganhando tratamento especial do governo. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, vira o ano desfrutando medida provisória que lhe concedeu status de ministro. Ambos (Palocci e Meirelles) passaram boa parte do ano tentando explicar porque os juros no Brasil bateram em 17,25% ao ano.
Ao fim de 365 dias, porém, têm tantos números positivos para exibir que deixaram o debate em segundo plano.
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