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Atentado muda rumo das eleições na Espanha
 
Reuters
Trens foram os alvos dos terroristas no atentado de 11/3 em Madri
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A Espanha passou por uma grande mudança este ano, após sofrer com os atentados terroristas de 11 de março e, no dia 14, a população foi às urnas para eleger o governo de esquerda de José Luis Rodríguez Zapatero, do PSOE, derrotando o Partido Popular de José Maria Aznar, favorito para vencer com o candidato Mariano Rajoy.

  • Espanha sofre o maior atentado da sua história
  • Explosões em Atocha

    No dia 11/3, 191 pessoas morreram e mais de 1,6 mil ficaram feridas nas explosões simultâneas em três estações de trem em Madri. Quatro explosões ocorreram a bordo de quatro vagões entre as 7h30 e 8h locais (3h e 4h de Brasília), duas na estação ferroviária central de Atocha, em pleno coração de Madri, outro na estação de El Pozo del Tío Raimundo e a quarta, em Santa Eugenia, dois bairros operários da periferia madrilenha, por onde passa a linha de trens Madri-Guadalajara. Vinte e quatro pessoas foram detidas por ligação com os ataques.

    No dia 3 de abril, uma operação policial em Leganés, nas proximidades de Madri, resultou na morte de seis terroristas responsáveis pelos ataques nas estações. De acordo com as investigações, todos cometeram suicídio ao provocarem uma explosão no prédio em que se escondiam. Entre os suicidas estavam os dois cérebros dos atentados: Serhane Ben Abdelmajid, "o Tunisiano" e o marroquino Jamal Ahmidan, "o Chinês".

    No dia 15 de abril, o terrorista Osama Bin Laden apareceu em um vídeo reivindicando implicitamente os atentados e oferecendo uma trégua aos países europeus se eles retirarem suas tropas de países muçulmanos.

    Eleições e Iraque
    Assim que confirmada sua vitória, o novo presidente de governo espanhol afirmou que uma de suas primeiras medidas seria retirar as tropas do Iraque. Zapatero sempre se declarou contra o apoio da Espanha à guerra e no dia 21 de maio já tinha concluído tal retirada.

    Ao todo, foram retirados 1,3 mil soldados que faziam parte das forças estrangeiras de ocupação. As tropas, mobilizadas na província de Al-Qadisiya, foram enviadas por Aznar, um dos principais aliados do presidente americano, George W. Bush. Desde o envio da maioria das tropas em julho de 2003, a Espanha destinou ao Iraque mais de 4,7 mil militares.

    Onze espanhóis pertencentes a diferentes corpos de segurança morreram em diversos incidentes desde que as tropas espanholas chegaram ao território iraquiano. O atentado mais grave ocorreu no dia 29 de novembro de 2003, quando sete agentes dos serviços secretos espanhóis morreram e outro ficou ferido no ataque de insurgentes aos veículos em que viajavam na localidade de Latifiya, ao sul de Bagdá.
     

  • Redação Terra