Vídeo mostra tortura em Abu Ghraib
O presidente norte-americano, George W. Bush, destacou que o abuso contra presos iraquianos por tropas dos Estados Unidos era "repulsivo". Bush afirmou compartilhar "o profundo nojo com o fato desses prisioneiros terem sido tratados da forma com que foram tratados".
A primeira medida do Departamento de Defesa dos EUA, junto com abertura de investigação, foi destituir 17 soldados, incluindo um general-de-brigada, por estas ações. No total, sete militares foram acusados e respondem pelos crimes.
Lynndie England, soldado acusada pelas torturas, acabou virando personagem do fato. Sua primeira reação foi dizer que "estava no lugar errado, no momento errado". A soldado retornou aos Estados Unidos por estar grávida de um outro acusado pelas agressões. No dia 13 de outubro, ela deu à luz um menino. England será julgada em um tribunal militar em janeiro.
No dia 20 de outubro, o reservista Ivan Frederick, de 38 anos, se declarou culpado, perante uma corte marcial, de cinco acusações relacionadas com as torturas. Ele é o militar americano de mais alta graduação envolvido no escândalo causado pela descoberta de maus-tratos contra detidos na citada prisão de Bagdá. Além dele, em 11 de setembro, o soldado do Serviço de Inteligência dos EUA, Armin J. Cruz, de Plano (Texas), também assumiu responsabilidade. Ele foi condenado a um ano de prisão e a expulsão do exército por má conduta.