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Imagens de abusos de presos no Iraque chocam mundo
 
AP
A soldado Lynndie England virou símbolo do abuso de presos
A soldado Lynndie England virou símbolo do abuso de presos
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No final de abril, fotos fortes de presos iraquianos sendo abusados na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, chocaram o mundo e colocaram em dúvida a política de ocupação americana no país. Os abusos vieram à tona depois que uma emissora de televisão dos EUA mostrou fotos de prisioneiros nus colocados em posições como se estivessem fazendo sexo entre eles e amontoados uns em cima dos outros, enquanto soldados dos Estados Unidos sorriam e posavam com eles, ou então, sendo ameaçados por cães.

  • Vídeo mostra tortura em Abu Ghraib

    O presidente norte-americano, George W. Bush, destacou que o abuso contra presos iraquianos por tropas dos Estados Unidos era "repulsivo". Bush afirmou compartilhar "o profundo nojo com o fato desses prisioneiros terem sido tratados da forma com que foram tratados".

    A primeira medida do Departamento de Defesa dos EUA, junto com abertura de investigação, foi destituir 17 soldados, incluindo um general-de-brigada, por estas ações. No total, sete militares foram acusados e respondem pelos crimes.

    Lynndie England, soldado acusada pelas torturas, acabou virando personagem do fato. Sua primeira reação foi dizer que "estava no lugar errado, no momento errado". A soldado retornou aos Estados Unidos por estar grávida de um outro acusado pelas agressões. No dia 13 de outubro, ela deu à luz um menino. England será julgada em um tribunal militar em janeiro.

    No dia 20 de outubro, o reservista Ivan Frederick, de 38 anos, se declarou culpado, perante uma corte marcial, de cinco acusações relacionadas com as torturas. Ele é o militar americano de mais alta graduação envolvido no escândalo causado pela descoberta de maus-tratos contra detidos na citada prisão de Bagdá. Além dele, em 11 de setembro, o soldado do Serviço de Inteligência dos EUA, Armin J. Cruz, de Plano (Texas), também assumiu responsabilidade. Ele foi condenado a um ano de prisão e a expulsão do exército por má conduta.
     

  • Redação Terra