Com a proliferação de serviços online, tudo que se precisa é um minilaptop com boa conexão à web
O ano de 2008 marca o fortalecimento de duas tendências em tecnologia: cloud computing (ou "computação em nuvem") e os minilatops e netbooks. Equipamentos menores, ultraportáteis, de baixo consumo de energia, mais baratos e dedicados ao acesso à rede combinam com a infra-estrutura de informações baseada na web: já que todos os serviços estão disponíveis na nuvem, tudo que se precisa é uma boa conexão à Internet - e os netbooks chegam ao mercado para cumprir exatamente este papel.
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A cloud computing permite que os usuários usem uma estrutura fora de seu computador, na Internet - ou, como o nome sugere, na "nuvem computacional". Muitas empresas - Dell, Microsoft, Google e Yahoo, para citar apenas algumas - estão investindo na tendência, e o número de aplicativos baseados na web é cada vez maior.
Um exemplo clássico é o webmail - mas é possível encontrar de agendas e armazenamento de dados a planilhas eletrônicas, de editores de texto a programas de tratamento de imagens - e muito mais, inclusive programas antivírus, cujo futuro, dizem analistas, também está na nuvem. É a idéia de que o conteúdo seja analisado ainda na nuvem, e chegue à máquina com segurança. O que não quer dizer, entretanto, que não se precise mais de programas de proteção instalados no PC.
Pequenos fazem sucesso e também preocupam
As máquinas menores e mais leves - em todos os sentidos - vêm atraindo a atenção dos consumidores. Quem já tem um desktop ou um notebook considera comprar um destes "mini-PCs" como segunda - ou terceira - máquina.
As empresas pioneiras na categoria dos netbooks eram pequenas - como as taiwanesas Asus e Everex. Para alguns analistas, essas novas máquinas de baixo custo podem até ameaçar as gigantes do setor, construídas sobre a idéia de que as pessoas precisam de muita potência e funções em seus computadores.
Mas enquanto alguns fabricantes tradicionais dizem preferir resistir à tendência que, desde o lançamento do Eee PC da Asus, pegou o mercado de surpresa, outros - como a HP, com seu Mini-Note e a Acer com o Aspire One - aderiram e lançaram seus modelos.
As vendas destas minimáquinas ainda são baixas se comparadas aos 271 milhões computadores portáteis e de mesa vendidos no ano passado em todo o mundo. Mas o crescimento da categoria é aposta certa: a consultoria IDB prevê que, de menos de 500 mil unidades vendidas em 2007, os miniPCs cheguem a 9 milhões comercializados em 2012.