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Brasil ganha grau de investimento de agências

José Cruz/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda Guido Mantega comemoraram o novo status O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda Guido Mantega comemoraram o novo status

O Brasil atingiu o grau de investimento em 30 de abril de 2008, na avaliação da Standard & Poor's. A mudança, segundo a agência, refletiu as melhores condições das contas externas e da economia doméstica, o que significou maior confiança de que o País honrará suas dívidas. A decisão da S&P foi seguida pela Fitch quase um mês depois, em 29 de maio, enquanto a Moody's manteve o Brasil a um degrau da elevação de rating.

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No final de abril, a agência S&P elevou a nota atribuída à dívida de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil para "BBB-", o primeiro nível da faixa de grau de investimento. Além disso, a avaliação de longo prazo em moeda local passou de "BBB" para "BBB+", o rating de curto prazo em moeda estrangeira foi de "B" para "A3", enquanto em moeda local passou de "A3" para "A2".

Na avaliação da Fitch, a melhoria das contas externas e do perfil do balanço do setor público contribuíram para reduzir a vulnerabilidade do Brasil ao exterior e às taxas de câmbio. A agência reviu a classificação do Brasil para "BBB-".

De acordo com analistas, a crise de crédito - iniciada em 2007 nos Estados Unidos - ajudou o Brasil na obtenção de um rating melhor, porque mostrou que o País está preparado para superar os problemas externos.

Na prática, o grau de investimento gerou euforia no curto prazo e novas fontes de recursos estrangeiros que não podiam investir em países que não tinham investment grade. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve giro financeiro de quase R$ 10 bilhões no dia em que a S&P concedeu a elevação e o índice Ibovespa continuou crescendo até atingir o pico de 73.516 pontos, em 20 de maio.

O Brasil foi o último dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) a receber o grau de investimento das agências que avaliam a situação financeira do País. E ainda segue muito distante da classificação "AAA" concedida a países desenvolvidos como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha.

Única das três grandes agências que não concedeu a classificação de grau de investimento ao País, a Moody's alega preocupação com a tendência de expansão dos gastos públicos correntes e com nível ainda baixo da taxa de investimento na economia, equivalente a menos de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, o rating do governo brasileiro em moeda estrangeira concedido pela Moody's é "Ba1" - um degrau abaixo da faixa considerada de baixo risco - com perspectiva estável.



Redação Terra