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O empresário Eike Batista vendeu parte de empresa, lançou ações e virou o homem mais rico do Brasil
Ele começou o ano ainda sendo mais conhecido como ex-marido da modelo Luma de Oliveira. Contudo, os altos e baixos e as frases de efeito em 2008 transformaram Eike Batista em um dos empresários mais famosos do Brasil.
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O investidor, que é filho do ex-presidente da Vale e ex-ministro das Minas e Energia Eliezer Batista, disse ser o homem mais rico do Brasil (quando de fato ainda não o era, segundo a revista Forbes) e afirmou que passar o megainvestidor Warren Buffett e o ex-presidente da Microsoft Bill Gates, os então homens mais ricos do mundo, seria "brincadeira".
Logo no início do ano, em janeiro, Eike negociou parte das ações da mineradora MMX com a Anglo American por US$ 5,5 bilhões - operação na qual ele embolsou US$ 3,3 bilhões e, segundo seus cálculos, atingiu fortuna de US$ 16,6 bilhões - o que o tornaria o homem mais rico do Brasil, conforme declarou à revista Exame.
Na lista da Forbes de março, Eike não viu suas previsões serem confirmadas e ficou apenas em terceiro entre os mais ricos do País, com fortuna de US$ 6,6 bilhões e ainda atrás de Antônio Ermírio de Moraes, dono do grupo Votorantim, e do banqueiro Joseph Safra.
Mesmo sem o reconhecimento "oficial" da Forbes, Batista viu sua fortuna ser estimada, em maio pela revista Época Negócios, em US$ 17,5 bilhões - quase o triplo da que consta na relação da publicação americana.
A consagração do empresário veio quando da abertura de capital da OGX - seu braço de petróleo e gás - na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com a oferta bem-sucedida de R$ 6,7 bilhões - a maior da história do mercado brasileiro, a fatia de Eike na empresa atingiu R$ 23,1 bilhões - o que o tornaria o homem mais rico do País.
Após duas outras estréias de ações bem-sucedidas (da LLX e da IronX - esta uma cisão da MMX após a venda à Anglo American) o empresário viu seus negócios serem atingidos em duas frentes - uma a operação da Polícia Federal (PF) para apurar fraudes em uma licitação no Amapá e pela crise financeira internacional, que chegou a derrubar as ações da OGX em 98% desde sua estréia na Bovespa.
Investimentos
Conhecido também por pagar bem seus funcionários, o empresário distribuiu US$ 440 milhões em bônus ao time de executivos envolvido na operação da MMX com a Anglo American. Um deles, o diretor de relações com investidores, Luiz Rodolfo Landim Machado, teve seu prêmio aumentado por Batista e embolsou US$ 70 milhões ao fim das negociações.
Além dos investimentos em mineração, por meio da MMX, em logística (LLX), petróleo e gás (OGX) e energia elétrica (MPX), o empresário também achou tempo para investir em, como ele mesmo definiu, "presentes" para a cidade do Rio de Janeiro. Em março, Eike anunciou que gastaria R$ 80 milhões entre a compra e a reforma do Hotel Glória - peça da história do Rio.