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O Banco Central, presidido por Henrique Meirelles, anunciou em 2008 que o Brasil virou credor
Em 21 de fevereiro deste ano, o Banco Central (BC) confirmou que a soma de ativos do País superou o total da dívida externa do Brasil, que se tornou credor internacional pela primeira vez na história. O fato significa que as reservas são suficientes para pagar a dívida e foi concretizado principalmente pelo fortalecimento das reservas internacionais e pelo programa de recompra da dívida externa e antecipação de pagamentos.
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Segundo dados do BC, a dívida total líquida - resultante da subtração dos ativos do País no exterior em relação à dívida externa bruta - era de US$ 135,7 bilhões em 2004 e foi caindo até alcançar valor negativo pela primeira vez (US$ 11,9 bilhões) em dezembro de 2007. As contas da autoridade monetária foram consolidadas apenas em fevereiro de 2008, quando os brasileiros puderam comemorar a boa notícia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse à época que a passagem de devedor para credor internacional foi o "segundo grito da independência" do País. A mudança repercutiu pelo globo e aumentou a confiança dos investidores na maior economia da América Latina, além de ajudar o Brasil a obter a classificação de grau de investimento das agências de risco.
Na época, o jornal LA Times comentou que o País pagou seu débito com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e as exportações triplicaram desde 2003, graças ao aumento na demanda global por soja, minério de ferro, carne e outros produtos brasileiros. Além disso, o aumento do investimento estrangeiro direto, inclusive na compra de ações e títulos por não residentes, provocou alta do valor do real, aumentando o poder de compra do Brasil no exterior.
As reservas internacionais - principal fator na composição dos ativos - passaram de US$ 52,93 bilhões em 2004 para US$ 207,49 bilhões em setembro de 2008.
No entanto, o Brasil ainda paga cerca de US$ 15 bilhões por mês só de juros da dívida externa.