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Criticado, Dunga consegue levar Seleção a uma goleada por 6 a 2 na despedida do ano
A goleada por 6 a 2 sobre Portugal, no Gama, em novembro, foi a melhor exibição da Seleção Brasileira em 2008. Bem ou mal, o técnico Dunga obteve assim o trunfo da vitória sobre os portugueses para fechar a temporada por cima. No entanto, o êxito no amistoso não abafou totalmente as vaias e insultos que jogadores e principalmente ele tiveram que ouvir durante o ano, em especial nas demais partidas realizadas no Brasil.
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O primeiro tropeço aconteceu em junho, durante a preparação para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Nos Estados Unidos, sem Kaká e Ronaldinho, em amistoso contra a Venezuela, o Brasil foi superado por 2 a 0, contabilizando desse modo o primeiro revés verde-amarelo na história para o rival sul-americano, conhecidamente o "saco de pancadas" do continente.
Demonstrando pouco entrosamento e uma péssima atuação, a Seleção foi bastante vaiada, depois de falhas que resultaram nos gols venezuelanos. Maioria nas arquibancadas do Gillete Stadium, os torcedores brasileiros não pouparam Dunga e seus comandados, cujos principais destaques eram Robinho, Alexandre Pato e Adriano - a entrada de Diego e Luís Fabiano também não resolveu.
No dia 18 do mesmo mês, um fraco empate sem gols com a Argentina serviu para o público presente no Mineirão entoar um uníssono "Adeus, Dunga" durante boa parte do segundo tempo. O treinador foi vaiado quando teve o nome anunciado pelos auto-falantes, no momento das substituições e também por não promover a entrada de alguns jogadores que a torcida queria.
Em agosto, comandada por Ronaldinho - contestado no Barcelona e acima do peso ideal -, a Seleção Olímpica foi a Pequim em busca da inédita medalha de ouro. Depois de passar facilmente pelos adversários da primeira fase, o time brasileiro topou com a então atual campeã Argentina, de Lionel Messi, Riquelme e Sergio Agüero.
Com um futebol envolvente, os argentinos atropelaram o Brasil. Genro de Maradona - que viria a comandar a seleção alviceleste principal meses depois -, Agüero anotou os dois primeiros gols da vitória por 3 a 0 sobre a Seleção. De pênalti, Riquelme fechou a contagem, que levou a formação brasileira ao consolo da medalha de bronze, conquistada diante da Bélgica.
Novamente pelas Eliminatórias, uma vitória convincente sobre o Chile por 3 a 0, fora de casa, em 7 de setembro, aliviou a pressão sobre o comandante brasilero. Com dois gols de Luís Fabiano e um de Robinho, a Seleção ainda quebrou um tabu de não vencer fora do Brasil pelas Eliminatórias desde o classificatório para o Mundial da Alemanha.
Três dias depois, o Brasil parou na sólida defesa da Bolívia, em pleno Engenhão, e o som ambiente foi mais uma vez a insatisfação da torcida, que vaiou inclusive o meia Ronaldinho. Desta vez, Dunga teve de suportar também o coro de "burro" que vinha das arquibancadas. O empate por 0 a 0 não contentou os mais de 31 mil torcedores, que assistiram à expulsão do boliviano Ignacio Garcia ainda aos 7min do segundo tempo.
Na seqüência, em partida que selou o retorno de Kaká à Seleção, no mês de outubro, o Brasil passou facilmente pela Venezuela, em San Cristóbal, e deu nova sobrevida ao seu treinador. Foi então que, de novo em território brasileiro, a formação verde-amarela decepcionou. No último compromisso das Eliminatórias no ano, Dunga deixou o Maracanã sob as íntimas vaias de uma torcida que via mais um empate sem gols em casa, desta vez contra a Colômbia.
Redação Terra