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Dorival Caymmi morreu aos 94 anos, no Rio de Janeiro
O ano de 2008 foi marcado pela perda de grandes nomes da música brasileira. Os veteranos Waldick Soriano, Jamelão e Dorival Caymmi deixaram seu legado como mestres da MPB.
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Outros nomes importantes da música brasileira, como o guitarrista Wander Taffo e a cantora Sylvinha Araújo também se foram este ano, deixando saudades entre os fãs.
Um dos símbolos do Carnaval carioca, o sambista Jamelão, morreu no dia 14 de junho, aos 93 anos, por causa de uma infecção generalizada. Voz-símbolo da Estação Primeira de Mangueira, Jamelão costumava dizer que não era "puxador de samba". "Puxador é de carro, de fumo... Sou cantor!".
Um de seus últimos pedidos foi o de não virar samba enredo da Mangueira, escola de seu coração, onde começou ainda adolescente, tocando tamborim.
Waldick Soriano, considerado um dos símbolos do estilo "brega", morreu aos 75 anos, no dia 4 de setembro, vítima de câncer na próstata. O cantor de estilo inconfundível e dono de hits como Eu Não Sou Cachorro, Não; A Carta; e A Dama de Vermelho, gravou mais de 25 discos ao longo da carreira.
Em 2008 o Brasil também perdeu um dos símbolos da MPB, o baiano Dorival Caymmi, vítima de insuficiência renal, no dia 16 de agosto, aos 94 anos. Caymmi compôs pouco mais de cem canções, em 60 anos de carreira. Algumas delas são clássicos da MPB, como O Que É Que a Baiana Tem?, Maracangalha, O Samba da Minha Terra, entre outros.
Desde a década de 80, Caymmi vinha fazendo poucos shows, sempre acompanhado dos filhos. Quatro meses antes de sua morte, sua mulher, Stella Maris, havia entrado em coma, o que deteriorou sua saúde. O compositor foi enterrado no Rio de Janeiro, onde vivia.
O ano de 2008 também foi de perdas para a música internacional. O rock perdeu três de seus grandes ícones: Bo Diddley, guitarrista de blues e precursor do rock n' roll, Richard Wright, um dos fundadores do Pink Floyd, e Mitch Mitchell, um dos maiores bateristas da história, integrante da banda de Jimi Hendrix nos anos 60.
Entre os cantores, Isaac Hayes (agosto), Henri Salvador (fevereiro) e a sul-africana Miriam Makeba, conhecida como Mama África, também deixarão saudades.
A música erudita também perdeu alguns de seus grandes nomes, como a soprano dinamarquesa Inga Nielsen, o tenor italiano Giuseppe Di Stefano e os também sopranos Gail Robinson e Christel Goltz.
Redação Terra