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Flu elimina favoritos, mas perde final da Libertadores

Reuters Uma das estrelas do Flu, Thiago Neves lamenta vice-campeonato da Libertadores do Fluminense Uma das estrelas do Flu, Thiago Neves lamenta vice-campeonato da Libertadores do Fluminense

O investimento foi pesado e o caminho até a decisão foi suado, mas o Fluminense não conseguiu erguer pela primeira vez em sua história o troféu de campeão da Copa Libertadores. A equipe tricolor, então comandada pelo técnico Renato Gaúcho, superou as expectativas ao eliminar os dois principais favoritos ao caneco - São Paulo e Boca Juniors -, mas morreu na praia e acabou derrotada pela LDU, na final, em pleno Maracanã com mais de 78 mil torcedores.

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Após ser campeão da Copa do Brasil, o Fluminense e sua parceira, a Unimed, não economizaram e trouxeram uma série de jogadores de alto nível, como Leandro Amaral e o argentino Conca, do Vasco, Dodô, do Botafogo, e o principal deles, Washington, contratado junto ao Urawa Reds, do Japão, além dos pratas da casa Thiago Silva e Thiago Neves. A diretoria carioca e Renato Gaúcho montavam então uma seleção.

Na primeira fase da Libertadores, o Flu não teve dificuldades. O elenco caiu em um grupo tranqüilo, em que somente a própria LDU fazia frente aos cariocas. Em seis jogos, o time perdeu apenas uma partida, com um empate e quatro vitórias, marcando 11 gols. A equipe brasileira se classificava com folga para a fase eliminatória: 13 pontos, em primeiro lugar, contra dez da LDU.

Nas oitavas, mais um duelo não muito complicado e o Fluminense eliminou o Atlético Nacional, vencendo as duas partidas, tanto na Colômbia (2 a 1), quanto no Rio de Janeiro (1 a 0). A Libertadores se afunilava e veio o primeiro maior desafio de Renato Gaúcho: o São Paulo, tricampeão da competição continental.

No primeiro confronto, no Morumbi, os paulistas levaram a melhor, vencendo por 1 a 0. Na partida de volta, brilhava então a estrela de Washington. O artilheiro marcou o primeiro aos 12min de jogo, mas o Flu não suportou a pressão e cedeu o empate com Adriano. O time carioca precisava fazer mais dois para avançar e Dodô colocou novamente o clube na frente, mantendo as esperanças de Renato Gaúcho. O elenco da casa pressionava até que, aos 46min, mais uma vez Washington guardou o seu e levou o Flu para a disputa de uma vaga na decisão. Vinha o Boca Juniors, então atual campeão do torneio.

O primeiro duelo seria na temida Bombonera. No entanto, o caldeirão argentino não intimidou os brasileiros, que deixaram Buenos Aires com um empate por 2 a 2 na bagagem. Riquelme, Palacio, Palermo e companhia disputariam a vaga em um caldeirão ainda maior: o Maracanã. Mesmo empurrado pela torcida, o time da casa sofreu o primeiro gol. Palermo abriu o marcador, mas sequer teve tempo de comemorar e Washington marcou logo em seguida. O resultado já dava a vaga ao Flu, mas os cariocas viraram com Conca e Dodô para sacramentar a classificação.

Pela primeira vez o Fluminense chegava à final da Libertadores e tinha pela frente a sensação da competição: a LDU. Comandada por Guerrón e Bolaños, a equipe equatoriana chegou à decisão como zebra. No entanto, no jogo de ida com o Flu, surpreendeu os cariocas e venceu por 4 a 2.

No duelo da capital fluminense, os donos da casa levaram a melhor no tempo normal: 3 a 1, com três gols do camisa 10 Thiago Neves. Para o sofrimento dos quase 80 mil torcedores, o campeão de 2008 da Libertadores seria decidido nos pênaltis. Conca, Thiago Neves e Washington, três dos principais jogadores do Flu, desperdiçaram suas cobranças e a equipe carioca via o sonho do título escorrer pelas mãos.



Redação Terra