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Com brasileiro, Espanha conquista Euro e encerra jejum

Reuters Capitão, arqueiro e astro da seleção espanhola ergue taça européia após 44 anos de espera Capitão, arqueiro e astro da seleção espanhola ergue taça européia após 44 anos de espera

Além de abrigar um dos campeonatos nacionais mais famosos do mundo nos últimos anos, em 2008, enfim, a Espanha foi coroada com um título de expressão após 44 anos. Depois da conquista na Eurocopa de 1964, quando os espanhóis derrotaram a então União Soviética na decisão, a equipe não ergueu nenhuma taça e ainda ficou com a fama de "amarelão", já que sempre teve um grupo forte, mas que nunca conseguia ser recompensado com um título. No entanto, desta vez, a Espanha deixou todos os tabus de lado para ser campeã da Euro.

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Ironicamente usando um uniforme reserva em um tom mostarda, a Espanha deu fim ao estigma de morrer na praia em competições importantes. Mais do que isso, os espanhóis deram fim ao jejum em uma competição na qual um dos principais símbolos do futebol local ficou de fora da seleção: o atacante Raúl, do Real Madrid.

Com uma campanha irretocável sob o comando do técnico Luís Aragonés, a seleção ainda contava com uma novidade dentro de campo: o brasileiro Marcos Senna. O ex-jogador do Corinthians e São Caetano se naturalizou e, inclusive, disputou a Copa do Mundo de 2006 defendendo as cores de seu "segundo país".

Pela primeira vez na história um brasileiro foi campeão da Eurocopa. E se engana quem acha que o meio-campista foi um mero coadjuvante dentro das quatro linhas. Senna deixou no banco de reservas um dos xodós da torcida, Cesc Fábregas, comandou o meio-campo espanhol, deu passes para gols e ainda foi eleito um dos melhores jogadores na Eurocopa 2008.

Além do meio-campista brasileiro, o capitão e goleiro Iker Casillas foi outro símbolo da conquista. O camisa 1 fez defesas importantes, principalmente nas oitavas-de-final, quando parou as cobranças de pênalti de De Rossi e Di Natale. No ataque, ninguém na Euro 2008 brilhou mais que David Villa. O atacante do Valencia foi o grande artilheiro do torneio e marcou cinco gols.

A Espanha fez uma campanha perfeita. Na primeira fase, no Grupo D, se classificou com 100% de aproveitamento, derrotando Rússia, Suécia e Grécia, com oito gols a favor e apenas três sofridos em três jogos. Nas quartas-de-final, a primeira pedreira: a Itália. Após um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, brilhou a estrela de Casillas. O capitão defendeu duas cobranças dos italianos e levou a Espanha à semifinal da competição continental.

Na fase seguinte, um adversário já conhecido: a Rússia, surpresa da edição 2008 da Eurocopa e de quem já havia vencido na primeira parte do torneio por 4 a 1. Desta vez, mais uma vitória tranqüila. Xavi, Daniel Güiza e David Silva balançaram as redes, deram a vitória aos espanhóis pelo placar de 3 a 0 e a conseqüente vaga na final. Do outro lado da chave, a Alemanha suava para despachar a Turquia e vencia a semifinal por 3 a 2. Estava formada então a decisão da Euro 2008.

Com toda fama de "amarelão" da Espanha, a favorita então era a Alemanha, que eliminou Portugal e Turquia na fase de mata-mata antes de chegar à final da Euro. Em um duelo muito disputado, os espanhóis levaram a melhor e o herói da partida foi o atacante Fernando Torres, que marcou o único gol da vitória por 1 a 0 e deu à sua seleção o segundo título continental de sua história.



Redação Terra