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Acidente aéreo mata brasileiro e mais 153 em aeroporto de Madri

AFP Guindaste ergue parte da fuselagem do avião; 154 pessoas morreram no acidente Guindaste ergue parte da fuselagem do avião; 154 pessoas morreram no acidente

NO dia 20 de agosto, um avião da empresa Spanair sofreu um acidnte quando tentava decolar no aeroporto de Barajas, em Madri, na Espanha, matando 154 pessoas e ferindo outras 18. A aeronave McDonnell Douglas MD82, que tinha como destino as Ilhas Canárias, caiu junto a uma das pistas. Dentre as vítimas estava o brasileiro Ronaldo Gomes da Silva, 28 anos, que viajava em lua-de-mel.

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Ronaldo viajava para conhecer os pais da mulher espanhola, Yanina, 21 anos, com quem havia casado no Brasil. Apesar de terem realizado um cerimônia em São Paulo, no dia 3 de julho, eles pretendiam fazer um outro rito com a família da mulher nas Ilhas Canárias.

O casal se conheceu em Londres, onde ela trabalhava em uma sorveteria ao lado do restaurante onde o brasileiro era entregador de pizzas. Um amigo disse que "ele paquerava ela e, depois de muita insistência, começaram a ter um relacionamento". O dois têm origens e histórias de vidas bem distintas. O brasileiro vinha de família humilde no interior do Estado do Pará. Já a espanhola era de uma família de bom poder aquisitivo.

Causas do acidente
Em outubro, o juiz responsável pela investigação determinou como possíveis responsáveis dois mecânicos e o chefe da manutenção das aeronaves da empresa. O magistrado também ordenou a criação de uma nova comissão para esclarecer as causas do acidente. A nova linha de investigação foi criada porque a principal, que está ligada ao órgão de aviação civil, demoraria para ser concluída.

A possível causa direta da queda do avião, segundo o juiz que se baseia no relatório preliminar da comissão de investigação, podem ter sido os flaps (superfícies da asa usadas em decolagens e aterrissagens) e os slats (dispositivos das beiras das asas) que não estariam posicionados de forma correta.

De acordo com o magistrado espanhol, na data do acidente não foram feitos os reparos necessários na aeronave, e o sistema de segurança não teria avisado o piloto que não os flaps (aerofólios) não estavam prontos.

No mesmo dia o avião teria sofrido uma avaria no sensor de temperatura, em uma primeira tentativa de decolagem. O mecânico que desativou o aquecedor do sensor de temperatura do avião afirmou que isso não afetava a segurança do vôo.

O acidente que matou o brasileiro foi o mais grave na Espanha desde 1985. Em 1977 foi registrada a tragédia com maior número de mortos. No dia 27 de março, no aeroporto de Los Rodeos de Tenerife (Ilhas Canárias), 585 pessoas morreram no choque de dois aparelhos, da companhia holandesa KLM e da americana Pan American, quando faziam as manobras prévias à decolagem.



Redação Terra