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Eleições: PMDB sai fortalecido; PT perde nas capitais

Adriano Vizoni /Futura Press O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou em uma escola de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou em uma escola de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista

O PMDB, partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu fortalecido das eleições municipais de 2008 no País. Ele venceu em oito cidades no segundo turno, entre elas quatro capitais. O partido começará 2009 governando 17 municípios, entre os 79 que são capitais ou têm mais de 200 mil eleitores. Atualmente, o PMDB administra 14 municípios. O PT também venceu a disputa em oito cidades e agora governará 21 municípios. Apesar do crescimento, o partido perdeu as eleições nas três capitais onde tinha candidatos disputando o segundo turno - São Paulo, Porto Alegre e Salvador.

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Em São Paulo, o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), da coligação São Paulo no Rumo Certo (PR-PMDB-PRP-DEM- PV-PSC), foi eleito para mais um mandato à frente da capital paulista com 60,72% dos votos válidos. A petista Marta Suplicy, que sofreu a pior derrota entre os candidatos do segundo turno nas capitais, obteve 39,28%.

No Rio de Janeiro, a eleição marcada pela presença de tropas do Exército para coibir a ação de milicianos e traficantes na formação de currais eleitorais foi vencida por Eduardo Paes (PMDB), eleito prefeito com 50,83% dos votos válidos. O adversário, Fernando Gabeira (PV), obteve 49,17%.

Em Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), da coligação Cidade Melhor - Futuro Melhor (PTB-PSDC-PDT), foi reeleito prefeito com 58,95%. Foi o primeiro caso de reeleição na prefeitura da capital gaúcha. A candidata petista, Maria do Rosário, obteve 41,05% dos votos válidos.

Salvador reelegeu João Henrique (PMDB) com 58,46% dos votos válidos. Walter Pinheiro (PT) ficou em segundo lugar, com 41,54%. Em Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) foi eleito apoiado por uma inusitada aliança informal entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT). Leonardo Quintão (PMDB) ficou em segundo lugar na disputa.

Primeiro turno
Mais de 128 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições municipais de 2008 tiveram a oportunidade de ir às urnas no dia 5 de outubro para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o País, com exceção do Distrito Federal. O tempo de 20 horas e 17 minutos para a totalização dos votos foi o novo recorde na velocidade de apuração, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro município a ter o resultado das eleições foi Ibiam (SC), às 17h07, e o último Estado a finalizar a contagem foi o Amazonas, às 13h17 do dia seguinte.

Segundo turno
No dia 26 de outubro, o segundo turno ocorreu em 11 capitais e em 19 cidades do interior, além do município de Benedito Leite (MA), que realizou o primeiro turno, pois teve o pleito do dia 5 cancelado depois que parte da população se revoltou com o cancelamento de títulos eleitorais, quebrou urnas e incendiou o colégio onde era feita a apuração. Antes das 20h já estavam definidos os candidatos vitoriosos nesses 31 municípios.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, no segundo turno foram registradas em todo o País 410 prisões. Três candidatos se envolveram em ocorrências policiais, mas não foram presos. Os registros foram motivados basicamente por boca-de-urna, transporte ilegal de eleitores e tentativa de compra de votos.

Abstenção
O município do Rio de Janeiro atingiu, no segundo turno das eleições, o maior índice de abstenção registrado desde 2000: 20,25%. Dos 4.579.365 eleitores esperados, apenas 3.652.115 votaram. A ausência nas urnas foi justificada por muitos devido ao feriado dos servidores públicos, antecipado para a segunda-feira após a eleição por decreto do governador Sérgio Cabral, e que proporcionou um fim de semana prolongado. No País, o índice de abstenções de 18,11% foi considerado "alto" pelo TSE.



Redação Terra