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"Titanic" reestreia em 3D pelo centenário de afundamento do navio

27 mar 2012
18h17

Após se transformar há 15 anos em um fenômeno mundial, o filme "Titanic" voltará no dia 6 de abril aos cinemas de todo o mundo em versão 3D, coincidindo com o centenário de afundamento do mítico transatlântico.

A história de amor proibido entre seus protagonistas e a espetacular recriação do célebre acidente marítimo transformaram "Titanic", em 1997, no filme com maior bilheteira de todos os tempos até então.

Seu diretor, James Cameron, quis agora ressuscitar em três dimensões o filme ganhador de 11 Oscar protagonizado por Kate Winslet e Leonardo di Caprio, coincidindo com o centenário do afundamento do R.M.S Titanic, que aconteceu em 15 de abril de 1912.

A reestreia da versão em três dimensões reuniu nesta terça-feira no impressionante auditório Royal Albert Hall de Londres, com capacidade para 8 mil pessoas, a maior parte da equipe, com exceção de di Caprio, que está rodando um novo projeto.

Centenas de admiradores, a maioria muito jovens, se congregaram ao redor de um gigantesco tapete vermelho decorado com tochas pelo qual desfilou Kate Winslet, a grande estrela da noite, com um vestido negro longo decotado com mangas prateadas de pedraria de Jenny Packham.

A atriz, de 37 anos, reconheceu entre risos que é "estranho" ser vista em três dimensões, especialmente nas cenas em que aparece nua. Mas ela considera "uma grande ideia" que uma geração mais jovem possa ver no cinema o filme que a consagrou.

Em 1997 Winslet era uma atriz promissora, mas bastante desconhecida, que graças a "Titanic" se transformou rapidamente em uma estrela do cinema com seis nomeações aos prêmios Oscar e uma estatueta por "O Leitor".

James Cameron revelou à Agência Efe que faz testes desde 2005 convencido de que "Titanic" deveria ser adaptado a três dimensões, mas tinha que esperar o momento adequado. "Não há melhor momento do que quando se completa o centenário do afundamento do Titanic", explicou.

O diretor foi um dos pioneiros da técnica 3D,, com a qual rodou o documentário "Ghosts of the Abyss" (Fantasmas do Abismo), em 2001. Além disso, o 3D de seu filme "Avatar" o ajudou a superar seu trabalho anterior e a se transformar no filme de maior bilheteira da história do cinema.

A nova versão do filme de mais de três horas de duração utiliza esta nova tecnologia para ressaltar, através da profundidade, principalmente os momentos de maior dramatismo, como quando o gigantesco transatlântico começa seu afundamento, que causou a morte de 1500 pessoas.

No entanto, esta estreia, que pretende voltar a arrastar às salas do cinema os que já viram e os que pela idade nunca puderam desfrutar na grande tela, pode decepcionar, já que não chega ao nível de sofisticação dos filmes rodados originalmente nesse formato.

Mesmo assim, o esforço técnico é impressionante e "Titanic" se trata da maior conversão feita até agora com a manipulação de 295 mil fotogramas, um trabalho de 60 semanas que custou US$ 18 milhões e no qual estiveram envolvidas 300 pessoas.

A estreia coincide com outros atos de comemoração do centenário do afundamento, como a estreia de uma série na televisão britânica de quatro episódios e a inauguração de um parque temático em Belfast (Irlanda do Norte) onde foi construída a emblemática, embora trágica, embarcação.

EFE   
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