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Segunda, 1 de janeiro de 2007, 19h00  Atualizada às 21h52

Levy aplica ortodoxia econômica ao governo do Rio

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O novo secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, apresentou nesta segunda-feira as primeiras medidas do choque de gestão do governo de Sérgio Cabral Filho, que terá como palavra de ordem redução de custos.

O corte de despesas atingirá desde a concessão de bolsas de estudo a funcionários e tetos para contas de telefone até o trancamento dos cofres estaduais para os municípios por um prazo de 120 dias, conforme decreto publicado nesta segunda-feira.

As Secretarias de Estado também serão obrigadas a encaminhar um plano de reestruturação de seus quadros com redução do número de cargos em comissão de no mínimo 30 por cento. Outro decreto determina que todos os servidores estaduais postos à disposição de outros órgãos deverão retornar a seus postos de origem para uma reorganização geral.

Ainda sem conhecer a real situação financeira do Estado, "por não ter tido acesso à documentação", Levi destacou como prioridades do início do governo analisar o fluxo de caixa da administração e uma auditoria na folha de pagamento, que consome 14 bilhões de reais por ano.

"Os objetivos todos nós estamos de acordo, mas para se implantar esses objetivos você precisa de um modelo de gestão", afirmou o ex-secretário do Tesouro Nacional em entrevista coletiva.

"O governador está preparado a tomar as medidas necessárias. Não vai ser fácil, vai dar trabalho, sabemos que não será da noite para o dia", acrescentou Levy, que deixou a vice-presidência de Finanças e Administração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, para assumir a secretaria de Fazenda.

Enquanto secretário do Tesouro Nacional, Levy foi um dos principais articuladores da política econômica do ex-ministro Antonio Palocci e comandou o aperto nos gastos públicos, o que provocou desgastes com a ala desenvolvimentista do governo Lula. Levy também ocupou cargos na área econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.

Na apresentação do decretos desta segunda, Levy teve a companhia do secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa, que será seu parceiro na administração das finanças do Estado. Ambos estarão à frente de duas novas comissões de controle dos gastos públicos ¿ Programação Orçamentária e Financeira (Copof) e Gestão Governamental.

Os decretos ainda incluem a declaração de situação de emergência nos serviços de saúde do Estado por 90 dias, autorizando contratação emergencial de serviços, equipamentos, medicamentos e pessoal terceirizado.

Reuters
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