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Segunda, 1 de janeiro de 2007, 17h39  Atualizada às 22h20

Yeda toma posse na Assembléia gaúcha

Carla Etiene
Direto de Porto Alegre
Carla Etiene/Terra

A primeira governadora gaúcha tomou posse no Palácio Farroupilha
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A primeira governadora da história do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e seu vice, Paulo Afonso Feijó (PFL), tomaram posse na Assembléia Legislativa do Estado às 16h30 desta segunda-feira. O plenário do Palácio Farroupilha estava lotado de autoridades, mas não houve reunião de populares na praça Marechal Deodoro, que fica em frente à Casa. A cerimônia começou com 30 minutos de atraso.

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"Governarei o Rio Grande com mão de mulher, com voz de mulher, com sensibilidade de mulher, porque, na política, há espaço para o feminino", disse em seu discurso de posse, marcado pelo agradecimento às cidadãs e aos cidadãos gaúchos e a sua família. "É com imensa honra e extremada humildade que agradeço à confiança no projeto que apresentamos na campanha, que aponta para o futuro, para o novo", afirmou.

Ela ressaltou a necessidade de diálogo e de transparência para que o Estado possa vencer suas dificuldades. Disse ainda que as conversas com diversos partidos proporcionaram pluralidade partidária ao seu governo e prometeu lutar contra o déficit público, pedindo ajuda aos parlamentares. "É possível fazer política com honra e com ética. Assumo o compromisso de mudar o Rio Grande no que for preciso", concluiu a governadora.

Recepção no parlamento
Yeda foi recebida às portas da Assembléia gaúcha pouco antes das 16h e levada ao plenário pelo presidente da Casa, Luiz Fernando Záchia. Záchia entregou o cargo ao deputado Fabiano Pereira (PT) e tomou posse do gabinete da Casa Civil do governo de Yeda logo depois.

"É com esperança e fé no futuro que empossamos a governadora Yeda e o vice-governador Paulo Afonso Feijó. Este é um ritual sagrado da democracia, no qual um governante eleito por voto popular assume e no qual sempre se renova a esperança", disse Záchia.

Ele salientou as dificuldades financeiras do Estado e a necessidade de enfrentá-las. "Os gaúchos não suportam mais conviver com o déficit estrutural do governo, este é um momento de radicalização da verdade, e o primeiro teste ocorreu esta semana e mostrou a coragem da governadora", disse, referindo-se ao projeto enviado por Yeda à Assembléia que mantinha o chamado "tarifaço" sobre diversos produtos e propunha outras medidas de cortes de gastos. O projeto não foi aprovado pela Casa.

Presença de senadores
Os senadores gaúchos Pedro Simon (PMDB) e Sérgio Zambiasi (PTB) assistiram à cerimônia. "É um evento histórico. Nós do PTB temos liderado a ampliação do espaço das mulheres na política e apoiamos Yeda na campanha eleitoral", disse Zambiasi. O PTB fez a primeira senadora gaúcha, Emília Fernandes, e a primeira presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Nega Diaba.

Simon criticou a primeira derrota da governadora na Assembléia, mesmo antes de assumir o cargo. "Esses 15 dias não foram felizes, o diálogo não foi bom, mas creio que começando mal, terminará melhor", declarou. "Foi ridículo rejeitar o projeto da Yeda sem aprofundar a discussão, não era aumento de carga tributária, era manter o que o Germano Rigotto tinha feito."

O senador também elogiou a personalidade da governadora. "Dizem que ela é mandona, que é braba, bate na mesa, mas para um governante, ser assim é muito bom".

Redação Terra