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 Correio dos EUA reativa serviço de cartas ao Papai Noel
02 de dezembro de 2009 18h01

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Homem vestido de Papai Noel mostra cartinhas de crianças Foto: AP

Em imagem de arquivo, homem vestido de Papai Noel mostra cartas de crianças
Foto: AP

Enquanto alunos de primeira série da Escola Pública 33 anos, em Chelsea, se reuniam no saguão do edifício James Farley do correio, em Manhattan, na manhã de terça-feira, eles talvez não estivesse cientes de que haviam sido convidados a participar do retorno de uma tradição quase centenária: a Operação Papai Noel.

Mas quando os convidados de honra do evento chegaram - John Potter, o presidente dos correios, acompanhado por Papai Noel e Caco, o Sapo, bem como pelo urso Fozzie (os dois últimos representando os Muppets, que são parceiros do programa), é compreensível que tenham preferido não mencionar o escândalo que abalou o programa de presentes no ano passado e forçou seu cancelamento temporário em Nova York e outras grandes cidades americanas.

O serviço de Papai Noel foi suspenso por um breve período quando um funcionário do correio em Maryland reconheceu o nome de um criminoso sexual registrado entre os dos voluntários que "adotam" cartas enviadas pelas crianças envolvidas nos programas. O homem foi proibido de responder à carta, e novas regras de proteção de privacidade das crianças foram colocadas em vigor.

Desde 1954, voluntários na pequena cidade de North Pole, no Alasca, onde os postes de luz são listrados e têm topos recurvados como os de confeitos, vêm respondendo a quaisquer cartas endereçadas a "Papai Noel, Polo Norte". Eles atendiam a até 150 mil crianças de todo o mundo até que foram informados de teriam de parar, neste Natal, porque a adoção das medidas adicionais de proteção de privacidade requeridas não é viável no Alasca, de acordo com uma reportagem da agência de notícias Associated Press.

Foi anunciado em 20 de novembro, em meio a protestos generalizados, que os correios haviam revertido sua decisão e permitiriam que os voluntários de North Pole continuassem a operar o programa. "Agora, nós adotamos novas proteções", disse Potter. "Estamos ocultando sobrenomes e endereços antes de enviar as cartas ao Polo Norte", ele explicou.

O novo sistema substitui os detalhes por um código legível apenas pelos computadores dos correios. "Se as pessoas quiserem presentear, podem nos enviar a carta que receberam e o presente que desejam dar, e nós o encaminharemos", disse Potter, acrescentando estar confiante em que não surgiriam novos problemas.

As crianças que foram ao correio estavam alegres e não faziam ideia sobre toda essa confusão. Para elas, havia questões mais importantes a enfrentar. Jalen Sampson, 6 anos, planejava escrever uma carta ao Papai Noel pedindo que ele adiantasse o Natal. "Estou muito entusiasmado", ele disse.

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times
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