Em vez de aumentar, médico corta pênis de paciente

01 de fevereiro de 2003 • 09h10 • atualizado às 09h10

Um cirurgião plástico britânico foi condenado ontem por um grave erro em uma cirurgia de alargamento de pênis. Ao contrário do objetivo do paciente, o resultado da operação foi um membro menor do que o tamanho original.

Ravi Kang Agarwal, de 54 anos, foi declarado culpado por falta de ética profissional pelo Conselho Geral Médico (GMC). Entre diversos erros cometidos durante as intervenções cirúrgicas, efetuadas na clínica Harley Street, o pior ocorreu em maio de 1997 em Manchester, resultan em um pênis mais curto e desfigurado. A cirurgia malograda custou ao paciente quase 5,5 mil euros.

O paciente, de 47 anos, que quis se manter anônimo, explicou ao Conselho Geral Médico da Grã-Bretanha que depois da operação sofreu "fortes dores", além de depressão.

A técnica utilizada pelo doutor Argarwall não só prometia alongar o pênis, mas também aumentar sua espessura com o aproveitamento de gordura do estômago e das coxas.

O GMC culpou ao médico de enganar as pessoas na publicidade de seus serviços, que oferecia sua "incomparável experiência" profissional. Conforme o órgão médico, no entanto, Argarwall mentiu sobre sua experiência.

Um segundo paciente, de 42 anos e que vivia de fazer strip-teases, chegou a perder sua mulher após a cirurgia. Ele explicou ao Conselho de Clínicos Gerais que se submeteu à mesma técnica perto de Yorkshire, no norte da Inglaterra, também em maio de 1997, com o objetivo de desempenhar melhor o seu trabalho, mas que depois da operação sofreu terríveis dores e um inchaço durante mais de seis semanas, e que os erros da operação levaram ao fim de seu casamento.

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