Cientistas procuram fantasma em navio do século 19

23 de abril de 2006 • 17h04 • atualizado às 17h04

Um grupo de cientistas especialistas em pesquisas sobre paranormalidade está investigando um antigo navio baleeiro que estaria habitado pelo fantasma de um velho marinheiro em Mystic, Estado de Connecticut, EUA.

Os cinco especialistas da Rhode Island Paranormal Research visitaram o museu marítimo de Mystic Seaport na noite dessa sexta-feira e ficaram dentro do Charles W. Morgan, navio feito de madeira com 167 anos de idade, usado por 60 anos na caça a baleias em 37 viagens. Aproximadamente mil homens trabalharam dentro dele durante suas seis décadas de serviço.

O navio passará por uma reforma orçada em US$ 3,5 milhões no ano que vem, e é uma das maiores atrações do Mystic Seaport. Os cientistas ficaram interessados no navio quando receberam relatos de três grupos diferentes de visitantes sobre uma misteriosa aparição.

Os visitantes disseram que, durante passeios pelo navio no verão passado, viram um homem vestido com roupas do século 19, trabalhando no convés inferior. Eles dizem, ainda, que o marinheiro fumava cachimbo e murmurava alguma coisa, grunhia para os visitantes, mas não falava com eles.

Quando os visitantes voltaram para o convés principal e perguntaram aos guias do museu sobre o marinheiro, estes disseram que não havia ninguém trabalhando no navio e que não havia nenhum outro grupo de pessoas ali naquele momento.

"Eu automaticamente questionei isso, mas eles insistiram, dizendo ter visto alguém lá embaixo", disse Andrew Laird, fundador do grupo de pesquisadores sobre ventos paranormais. Os três grupos de turistas que dizem ter visto o marinheiro do século 19 são de Massachussetts, Nova York e do Arizona, e não conhecem uns aos outros.

A direção do museu abriu o navio para as investigações do grupo de cientistas. "Estamos interessados em saber o que eles acharão lá. Não é que nós acreditemos em fantasmas, mas pode ser algo bem divertido", disse o responsável pela publicidade do museu, Mike O´Farrell, presente à investigação da sexta-feira à noite.

Laird e sua equipe de pesquisadores disseram que as poucas horas que passaram no navio os convenceram de que existem evidências suficientes de atividade paranormal em certas áreas a ponto de garantir um retorno deles com aparelhos mais sofisticados em outra oportunidade.

Renee Blais, uma mulher que se descreve como "sensitiva" e usa o tato e o olfato para conectar-se com a energia do local, disse que sentiu a presença de um marinheiro chamado Gerald. Ela também disse que sentiu a "doença, morte e desespero" de 15 homens que teriam permanecido no dormitório do navio durante uma grande tempestade.

Alguns empregados do museu não ficam surpresos com a especulação de que o baleeiro seja assombrado. Dawn Johnson, uma intérprete contratada pelo museu e originalmente designada para trabalhar no Morgan disse que odiava ir ao convés inferior durante a noite.

"Era assustador ir lá embaixo à noite. É muito frio, a gente fica ouvindo murmúrios e estalos e imaginando de onde podem estar vindo", disse ela.

Laird disse que em 90% das vezes, sua equipe consegue encontrar explicações para as descrições "fantasmagóricas" que investigam. Normalmente a origem de sons e imagens é a ação de algum animal, alguma coisa na estrutura do lugar ou uma simples brincadeira. "Nós normalmente vamos até o local investigar. Não esperamos imediatamente que o lugar seja assombrado. Vamos com a mente aberta", disse ele.

Os pesquisadores recentemente investigaram relatos sobre assombrações no porto de New London Harbour, e acreditam que o lugar seja habitado pelos fantasmas de uma mulher e de um grupo de crianças. Eles planejam voltar lá no dia 3 de junho.

AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.
 
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