Estudo diz que Jesus andou sobre o gelo

04 de abril de 2006 • 20h00 • atualizado em 05 de abril de 2006 às 13h34

O Novo Testamento diz que Jesus caminhou sobre a água, mas um professor universitário da Flórida tem uma versão menos milagrosa, segundo a qual Cristo andou, na verdade, em cima de um pedaço flutuante de gelo.

O professor Doron Nof também teorizou, no começo da década passada, sobre os fundamentos científicos do episódio em que Moisés teria dividido o mar Vermelho.

Nof, professor de Oceanografia na Universidade Estadual da Flórida, disse na terça-feira que seu estudo encontrou uma combinação rara de condições hídricas e atmosféricas no atual norte de Israel, que poderia ter levado à formação de gelo no mar da Galiléia.

Nof usou registros da temperatura da superfície do mar Mediterrâneo e modelos estatísticos para examinar a dinâmica do mar da Galiléia, conhecido como lago Kinneret pelos israelenses.

O estudo encontrou um período de temperaturas mais baixas na região entre 1.500 e 2.600 anos atrás, ou seja, inclusive na época em que Jesus viveu.

A diminuição da temperatura abaixo de zero grau Celsius pode ter formado uma camada de gelo, grossa o suficiente para suportar uma pessoa, perto da margem oeste do lago de água doce, segundo Nof. Para um observador distante, seria quase impossível distinguir um pedaço de gelo boiando no meio da água.

Nof disse que seu estudo, publicado na edição de abril da Journal of Palelimnology, é "uma possível explicação" para a caminhada de Jesus sobre a água.

"Se você me perguntar se eu acredito que alguém andou sobre a água, não, não acredito", disse Nof. "Talvez alguém tenha andado sobre o gelo, não sei. Acredito que houvesse ali algo natural que explicasse. Deixamos aos outros a questão de se nossa pesquisa explica ou não o relato bíblico."

Ao apresentar, há 14 anos, sua teoria de que as condições do vento e do mar explicariam a divisão do mar Vermelho, Nof disse ter recebido alguns e-mails agressivos, embora tenha dito que a tese corroborava a descrição bíblica da fuga de Moisés.

Desta vez, não foi diferente. Assim que a teoria sobre Jesus no gelo começou a circular, sua caixa-postal ficou entupida de mensagens violentas. "Perguntaram se da próxima vez vou tentar explicar a ressurreição", afirmou.

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