Site elege as figuras mais esquisitas do mundo

15 de fevereiro de 2006 • 16h26 • atualizado às 16h26
O francês Joseph Pujol tinha orgulho de seu dom: ele conseguia soltar puns à vontade Foto: Reprodução/Terra
O francês Joseph Pujol tinha orgulho de seu "dom": ele conseguia soltar puns à vontade
15 de fevereiro de 2006
Foto: Reprodução/Terra

De um elevado egocentrismo à elaboração de teorias conspiratórias, uma gama de celebridades instantâneas ganha fama com a própria loucura. Se você acha que Michael Jackson sacudir o próprio filho na sacada de um hotel é o exemplo máximo de comportamento "excêntrico", o site 2spare.com fez uma lista com sujeitos que deixam o astro pop para trás.

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Jesus japonês
Que tal votar em Jesus Cristo nas próximas eleições? No Japão, isso é realidade há pelo menos dez anos. Matayoshi Mitsuo não adotou simplesmente o nome do messias, ele realmente acredita ser Jesus. O político de cabelos brancos proclama aos quatro ventos que é o salvador, e usa métodos nada cristãos para angariar votos. Um de seus panfletos na última eleição pedia a renúncia imediata do primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, sob pena do governante "conhecer a fúria de uma eternidade nos mais profundos recônditos do inferno". Mas esse Cristo não fez milagre e perdeu as eleições para a Câmara dos Deputados do Japão, apesar dos mais de sete mil votos que recebeu em 2005.

Quem será o pai?
A peruana Lina Medina é dona de um dos maiores mistérios da medicina. A mulher, nascida em 1933, menstruou pela primeira vez aos dois anos de idade e deu à luz seu primeiro filho, Geraldo, aos cinco. Até hoje, a principal incógnita da vida de Lina não é a tamanha precocidade, mas quem terá sido o pai do bebê. Ela nunca respondeu a essa pergunta, e seu pai chegou a ser preso após o nascimento de Geraldo, que ganhou o nome do médico que fez o parto da criança.

Geraldo morreu em 1979, de uma doença nos ossos. Atualmente, Lina mora em um bairro barra pesada na capital peruana Lima. Ela constantemente recusa entrevistas. Casou-se com Raúl Jurado em 1972, com quem teve outro filho. Ela ainda é considerada a mais nova pessoa a dar à luz.

Cuidado, os répteis querem dominar o mundo!
O britânico David Icke não é tão heterodoxo, mas suas frases oscilam entre o cômico e o constrangedor. Ele é um ex-jogador de futebol dono de uma carreira sem destaque. Icke também foi um comentarista esportivo ofuscado. Mas a trajetória literária do ex-atleta é no mínimo notória. Isso porque, em suas obras, ele aborda temas como a existência de uma sociedade secreta de humanóides descendentes dos répteis que quer dominar o mundo. A tese dá conta de que George W. Bush e Saddam Hussein são aliados e seriam apenas peões da tal Sociedade Repteliana.

Não pára por aí. Icke também tem certeza de que a aids não foi responsável por nenhuma morte. Ele jura que tudo não passa de mais uma estratégia repteliana para movimentar dinheiro para um de seus ramos empresariais, no caso a indústria farmacêutica responsável pela produção do AZT, a droga mais usada no combate da aids. Algo parecido acontece na água que chega a nossas casas. Icke defende que o mundo está sendo drogado aos poucos através do flúor que, segundo ele, deixa os humanos não-reptelianos sonolentos.

Elvis morreu, mas reencarnou
Quantas vezes você já ouvi a frase "Elvis não morreu"? Um esquimó norte-americano do Alasca garante que o rei do rock morreu mesmo em 1977, mas reencarnou. Como ele sabe disso? Bem, ele é Elvis Presley, ou pelo menos jura ser. Gilbert Nelles convenceu até um juiz que autorizou que ele usasse seu nome "original" Elvis Aaron Presley. A justiça engoliu a história de que a alma de Elvis foi reencarnada em seu corpo após Gilbert ter sido abduzido por alienígenas. Atualmente o "Elvis Esquimó", como foi apelidado, veste-se com a mesma pompa que o rei do rock em seus áureos tempos.

Bento XVI? Nunca ouvi falar!
Enquanto todos os católicos acreditam que o Papa mora no Vaticano, o verdadeiro líder da Igreja Cristã está no Kansas. É que o Padre David Bawden proclama que desde a morte de Pio XII em 1958, todos os outros papas foram eleitos de forma fraudulenta e "com métodos e valores baseados na heresia". Mas o padre tratou de salvar a Igreja e foi eleito por seis fiéis (incluindo seus pais) o Papa Michael I em 1990. Ele pensa estar no comando da Igreja Católica desde então e não reconhece o papado do "farsante" Bento XVI.

O cheiro da fama
Joseph Pujol nasceu em Marselha, na França, em 1857. O padeiro descobrira ainda a infância uma habilidade muito peculiar: um controle intenso da musculatura intestinal que permitia que ele soltasse puns à vontade. O que seria motivo de vergonha para muitos, para ele era razão de orgulho e não demorou a Pujol trocar os fornos pelos palcos sob a alcunha de "Le Pétomane", algo pouco sútil como "O Peidorreiro".

A carreira de Pujol, entretanto, foi rápida como uma ventania, com o perdão do trocadilho. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele abandonou a flatulência para voltar a atuar como padeiro. Pujol morreu aos 88 anos e seu túmulo ainda pode ser visitado no cemitério La Valette. Os visitantes costumam deixar rosas para ajudar a perfumar a eternidade de Pujol.

O homem do aeroporto
Apesar do visual soturno, se você topar com uma figura magricela, desdentada e bigoduda no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, não se assuste. Mehran Karimi Nasseri não está na lista de reptelianos de Icke, mas sua história é de dar arrepios. Sir, Alfred, como é chamado, mora há quase 20 anos no terminal internacional do aeroporto francês. Foi ele que inspirou Steven Spileberg a criar o papel de Tom Hanks no filme O Terminal.

A jornada de Nasseri começou dramática. Foi preso e torturado no Irã após participar, em Londres, de protestos contra o Xá Mohammad Reza Pahlavi em 1975. Após ser expulso de seu país, pediu asilo à França e Inglaterra, até ser aceito na Bélgica. Em 1988, tentou mudar-se para a Inglaterra, mas foi barrado pelos britânicos e voltou ao aeroporto francês, onde mora desde então. Em meados de 1990, a Bélgica voltou a conceder asilo político, mas ele recusou. Passou então a se auto-intitular Sir, Alfred (com vírgula mesmo) após receber uma carta do governo britânico que o chamava por esse apelido. Atualmente, Sir, Alfred mora num sofá vermelho no terminal internacional do Charles de Gaulle.

Redação Terra
 
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