Ano do Cachorro terá menos conflitos, dizem videntes

24 de janeiro de 2006 • 11h28 • atualizado às 11h28

John Ruwitch

São Paulo


Esse pode ser um mundo cão, mas os conflitos devem diminuir no próximo ano lunar, o Ano do Cachorro, disseram adivinhos chineses.

A economia mundial deve sair-se bem apesar das rotações no ano lunar, que começa no dia 29 de janeiro. Mas, se alguém estiver à procura de grandes lucros no mercado de ações, pode estar buscando no lugar errado.

No Ano do Cão, é preciso estar alerta para doenças envolvendo animais de criação e os pulmões, especialmente para doenças vindas do Ocidente. Secas e incêndios também podem ser um problema no período.

"Este ano será de guerras, desastres naturais e conflitos internacionais menos severos se comparados com os do ano passado", afirmou Raymond Lai, um mestre de feng shui, a arte chinesa de viver em harmonia com o ambiente, usando elementos como metal, madeira, água, fogo e terra para liberar as energias vitais.

As relações da China com o Japão devem continuar a ser marcadas por problemas e a crise nuclear com a Coréia do Norte pode não terminar, mas nenhuma das duas situações deve piorar, afirmou Lai.

O ano passado foi turbulento porque os elementos madeira e metal se chocaram. Este ano será caracterizado pela combinação mais harmoniosa do fogo com a terra. "Vamos ver as coisas voltarem ao normal e teremos um ano menos intenso", disse Lai.

Por outro lado, podemos testemunhar um número maior de desastres relacionados com o clima e com a geologia do que os registrados no Ano do Galo, disseram alguns videntes.

Um fator intrigante da equação geopolítica é o fato de o presidente norte-americano, George W. Bush, ter nascido em 1946 — um Ano do Cachorro.

DOGMATISMO

As pessoas nascidas em um Ano do Cachorro correm o risco de ver suas tendências normais de lealdade e vigilância transformadas em dogmatismo e paranóia.

Para Bush e para a mulher dele, Laura (também nascida em um Ano do Cachorro), este ano será cheio de "debates e ansiedade", afirmou a astróloga Shelly Wu, que trabalha na Califórnia.

"Eles vão ficar se preocupando com as coisas", afirmou. "Não vamos ver qualquer tipo de desarmamento no curto prazo no Iraque, especialmente em um Ano do Cachorro."

O mestre de feng shui Edwin Ma, que trabalha em Hong Kong, prevê que os EUA terão uma vida de cão no próximo ano lunar, considerado, favorável para a China.

"Enquanto a sorte dos EUA continuar a enfraquecer-se em 2006, mais desastres e problemas imprevisíveis devem acontecer", afirmou.

A economia da China continuará forte, previu Ma.

O geomântico Yum Hung diz esperar "grandes mudanças" no mundo da política chinesa com relação aos muitos casos de corrupção.

Yum também previu que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) pode regressar neste ano e que podem aparecer outras doenças que afetam os pulmões e a respiração.

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