Cafetina quer abrir bordel só para mulheres

18 de novembro de 2005 • 13h29 • atualizado às 14h53

A ex-"Madame Hollywood" Heidi Fleiss, presa por chefiar uma rede de prostituição de luxo, voltou a se dedicar à profissão mais antiga do mundo ao anunciar que pretende abrir um bordel exclusivo para mulheres nos EUA. Fleiss disse na quinta-feira que fechou um acordo com o proprietário de um bordel em Nevada, onde a prostituição é legal, para transformar um de seus três estabelecimentos numa casa que será batizada de "Heidi Fleiss Stud Farm".

Ela planeja reformar a casa, localizada perto da cidade de Pahrump, na fronteira com a Califórnia, colocando clarabóias, mármore, palmeiras e cachoeiras, e espera reabrir o negócio em dois meses.

Fleiss disse que está aceitando inscrições de homens querendo trabalhar no que chama de primeiro bordel autorizado do mundo exclusivamente para mulheres.

"A Madame Hollywood está em busca de alguns bons homens", disse ela por telefone, em meio a sua mudança de Los Angeles para Nevada. "Será um oásis no deserto", completou.

US$ 250 por hora
Fleiss afirmou que quer um grupo inicial de cerca de 20 garotos de programa que cobrariam US$ 250 por hora, muito menos, diz ela, do que seus clientes pagavam pelas garotas da rede que dirigia há uma década. "Prostituição e a carreira de modelo são os únicos negócios em que as mulheres ganham mais dinheiro do que os homens", afirmou, acrescentando que seus garotos dividirão os lucros meio a meio com ela, mas "ficarão com toda a gorjeta".

Fleiss reconhece que o maior obstáculo em potencial é a sua condenação, em 1995, por evasão de impostos e lavagem de dinheiro, decorrentes do serviço de prostituição para os ricos e famosos. Ela ficou 21 meses presa e foi libertada em novembro de 1998.

Segundo a lei estadual de Nevada, os condados podem não conceder licença para bordéis a cidadãos condenados. Fleiss disse, no entanto, conhecer vários proprietários com fichas criminais. Ela pretende abrir o negócio com a licença já existente. "Ainda há algumas pendências legais, mas vai dar tudo certo", disse.

O advogado da empresária, Richard Schonfeld, disse que Fleiss não será proprietária do estabelecimento, e sim uma funcionária, com o título de "madame/hostess".

Caso consiga abrir o bordel como planejado, Fleiss está certa de que terá muita demanda para seus serviços. "As mulheres ganham mais dinheiro agora, estão mais poderosas. E, convenhamos, está difícil encontrar alguém", disse ela.

"E ainda existe a situação do velho marido abandonando a mulher por uma menina mais nova e a senhora ficando em casa, chorando. Bem, agora ela tem um lugar para ir", brincou.

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