Médium italiana resolve crime após "ouvir" mulher morta em lago

16 de setembro de 2005 • 15h11 • atualizado às 15h11

Phil Stewart

Roma


Uma médium italiana, que levou a polícia até o corpo de uma mulher no fundo do Lago Como, disse que uma visão permitiu que ela elucidasse um mistério de três anos.

Maria Rosa Busi disse ter visto os últimos momentos da vida de Chiara Bariffi antes que ela mergulhasse no lago com seu carro, no fim de 2002, e chegou mesmo a ouvir uma mensagem da morta.

"Eu fui ao lago e vi o que aconteceu... Eu a escutei, eu a vi e desenhei um mapa", disse Busi à Reuters. "Ninguém achou que ela estivesse no lago."

Busi, que afirma ter poderes clarividentes, foi contatada pelos pais da vítima no início deste ano, para tentar descobrir o que havia acontecido com a filha deles. Eles lhe deram uma fotografia de Chiara, que tinha por volta de 30 anos quando desapareceu.

"Quando vi a foto, soube que ela tinha morrido", disse Busi. "Sou clarividente. Posso dizer quando alguém está vivo ou morto."

A polícia não conseguira resolver o mistério. O homicídio era cogitado e, já que Chiara estava com problemas emocionais, havia uma teoria de que ela cometera suicídio. A família chegou a escutar que Chiara havia saído do país e vivia agora na Espanha.

Busi se recusou a dizer o que teria motivado a morte de Chiara. Ela só disse isso à mãe da vítima. Mas sugeriu que o tempo ruim perto do lago provavelmente desempenhou um papel no destino de Chiara.

"Naquela noite houve uma enchente, um deslizamento de terra, havia problemas na estrada", disse.

Os céticos dizem que Busi teve sorte ao descobrir o corpo, e que deu um palpite certeiro, já que Chiara morava na área ao redor do lago. Outros disseram que ela deve ter pesquisado na internet em vez de ter falado com a morta.

Mas Remo Bonetti, um membro da equipe de resgate que já fez buscas por corpos no passado, disse que o mistério não teria sido solucionado sem a ajuda de Busi. "Sem as instruções de Maria Rosa (Busi), ninguém teria sido capaz de encontrá-la, muito menos por acidente", disse Bonetti.

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