Malásia prende 58 seguidores da seita do bule gigante

20 de julho de 2005 • 12h42 • atualizado às 17h05

Autoridades da Malásia prenderam nesta quarta-feira 58 seguidores de uma seita bizarra que cultuava um bule de chá gigante, dois dias depois de a sede do grupo ter sido incendiada.

A agência oficial Bernama disse que os presos tinham idade entre 20 e 60 anos. Entre eles estava uma mulher neozelandesa que admitiu ter se convertido ao islamismo oito anos atrás.

O líder da seita, Ayah Pin, não estava entre os detidos e acredita-se que esteja foragido depois que 35 pessoas armadas com facões e coquetéis Molotov atacaram a sede do culto na segunda-feira, colocando fogo em um carro e no teto do prédio, danificando parte do bule.

A polícia prendeu um homem de 65 anos pelo ataque. A seita, que acredita que o bule tem propriedades curativas, funcionava no nordeste da Malásia, área de forte presença muçulmana. Ayah Pin dizia ser Deus e se considerava dono de todas as coisas do mundo.

Autoridades religiosas tornaram ilegal a seita do bule argumentando que ela era fora dos padrões. Os detidos podem pagar multa de US$ 789 ou ficar presos por dois anos por desafiar a lei.

A maior parte dos muçulmanos na Malásia considera o Islã sua religião oficial e tolera outras grandes religiões como o cristianismo, o hinduísmo e o budismo.

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