Quentinhas

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Quinta, 24 de julho de 2008, 10h55 Atualizada às 11h14

Juiz obriga pais a mudarem nome bizarro de menina

Um juiz da Nova Zelândia decidiu que os pais de uma menina de 9 anos deveriam mudar o nome da criança devido aos constrangimentos pelos quais ela estava passando. A jovem, chamada Talula Does The Hula From Havaí (Talula Dança a Hula do Havaí), supostamente tinha tanta vergonha de seu nome que se recusava a divulgá-lo para seus colegas de escola.

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De acordo com o juiz Robert Murfitt, o nome "fazia a criança de tola e representava para ela uma deficiência social, um obstáculo".

Os pais de Talula estão separados e a criança atualmente se encontra sob a guarda do tribunal neo-zelandês até que ela receba um novo nome.

O juiz Munfitt também expressou preocupação com outros nomes inusitados dados por pais neo-zelandeses, como Violence, Midnight Chardonnay e Number 16 Bus Shelter (Ponto de Ônibus Número 16), além dos gêmeos Benson e Hedges, em homenagem à marca homônima de cigarros.

Ele relatou que, recentemente, lidou com o caso de uma criança que havia sido batizada com um nome baseado na linguagem usada em mensagens de texto de telefones celulares.

Murfitt contou que ter negociado com a mãe conseguiu que a jovem O.crnia passasse a se chamar Oceania.

Em entrevista ao jornal New Zealand Herald, Brian Clarke, o titular do departamento neo-zelandês de Nascimentos, Óbitos e Casamentos, lembrou que a lei do país impede que se batize crianças com nomes considerados ofensivos, que possuem mais de 100 caracteres ou que incluam pontuações, numerais e postos militares.

Entre os nomes rejeitados figuram Fish and Chips (PEixe e Batatinhas), Yeah Detroit, Stallion, Twisty Poi, Kennan Got Lucy e Sex Fruit.

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