Cubanos tentam bater 3 recordes ao mesmo tempo

07 de maio de 2008 • 14h39 • atualizado às 14h39
José Castelar Cairo produziu um charuto de 30 m na tentativa de bater seu último recorde Foto: AP
José Castelar Cairo produziu um charuto de 30 m na tentativa de bater seu último recorde
07 de maio de 2008
Foto: AP

Os cubanos se propuseram a desafiar o livro Guinness dos recordes em ritmo de rumba, com tabaco nacional e até com toques de bola de futebol, embora este não seja o esporte mais popular da ilha.

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Desde sábado, uma maratona de toque de tambores inicia uma rumba de 300 horas, enquanto um tabaqueiro produz um cigarro de mais de 20 m de comprimento e um jogador tenta fazer embaixadinhas por mais de duas horas.

Não é a primeira vez que acontecem apostas similares na ilha, para muitos exageradas. Mas os cubanos costumam aventurar-se em tais metas e não duvidaram em apostar, particularmente na música, pela mais longa interpretação da salsa e do bolero do mundo.

Em tais iniciativas, os cubanos mostram sua fascinação por exibir seus dotes e habilidades como músicos, dançarinos, esportistas e artesãos.

Música
Embora em outros lugares também haja aspirações similares, só na "Ilha da Música" se pode fazer uma tentativa como a que começou à 0h de sábado, na cidade oriental de Holguín, com o primeiro toque desta corrida da rumba.

Ao som de um dos ritmos que caracterizam o folclore cubano, centenas de percussionistas empenhados tocarão os tambores ininterruptamente por mais de 300 horas, durante 12 dias.

Os organizadores asseguram que tão longa carícia aos couros com as mãos, e toques de madeira e até colheres, se transformará em um dos fatos mais particulares da próxima edição da Feira Internacional Cubadisco-2008, que acontecerá entre 17 e 25 de maio, e este ano será dedicada à África.

Antes que a Cubadisco preste homenagem a Chano Pozo e Tata Güines, tidos como dois dos "reis da rumba cubana", os participantes do desafio realizarão uma espécie de corrida de revezamentos, na qual o ritmo será interpretado de província em província, desde o leste até o oeste da ilha.

Charuto
Por sua parte, José Castelar Cairo, um tabaqueiro com mais de 47 anos de ofício, responsável por vários charutos gigantes que lhe valeram três certificações no livro dos recordes Guinness, tenta fazer, outra vez, o charuto mais longo do planeta.

"Cueto", como é conhecido, produziu um charuto que supera suas marcas anteriores de 11,04 m - em sua primeira marca mundial - e em 20,41 m, o mais recente. Desta vez, ele e cinco assistentes utilizaram 42 kg de tabaco para produzir um charuto de 30 m.

"Hoje muitas pessoas amantes dos nossos charutos vêm de diversos pontos do planeta, não só para desfrutar de um excelente cubano, mas também para saber como foi que realizei essa proeza", expressou, orgulhoso, à imprensa local esta semana.

Esporte
Não menos pretensioso, Erick Hernández tenta bater sua própria marca de duas horas, 43 minutos e 48 segundos, sentado dando chutes alternados na bola sem deixá-la cair no chão do salão "El Pirata" do seleto Clube Havana, cenário de algumas de suas demonstrações anteriores.

Hernández bateu o recorde mundial de domínio da bola nesta modalidade em outubro passado, quando aceitou passar pela prova em um recinto comercial de Bilbao, no norte da Espanha.

Este desportista d 42 anos tem em seu poder seis marcas mundiais, com as quais demonstrou sua capacidade para tocar a bola com todas partes de seu corpo, desde a cabeça até os pés.

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