Quentinhas

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Terça, 18 de dezembro de 2007, 16h42

Americana luta pela guarda de macaco de estimação

A saga de um pequeno macaco capuchino vem refletindo a nova dimensão do direito dos animais nos Estados Unidos: sua dona briga na Justiça para manter a guarda do bichinho como se fosse a de um filho.

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"Se ele pudesse falar diria para mim: 'muito obrigada por ter lutado para que eu voltasse para casa'", assegura Elyse Gazewitz, dona de Armani, 19 meses.

O animal foi aprisionado pelas autoridades em maio, com base numa nova lei do condado de Montgomery que não permite a posse de animais desse tipo.

"Liguei para a responsável de um abrigo para animais para pedir conselhos sobre as frutas e nozes que Armani podia comer. Apenas fiz isso e ela me denunciou aos serviços de controle animal", explicou Gazewitz. No dia seguinte à ligação, a polícia e os serviços veterinários compareceram à casa de Gazewitz para confiscar o macaco e levá-lo a um zoológico.

"Me deram 15 minutos para dizer adeus a ele", afirmou. Começou, então, uma batalha judicial de sete meses para recuperar a custódia do animal.

Na semana passada, um juiz do condado finalmente ordenou o regresso de Armani para casa. A vitória de Armani e de outros processos em curso mostram que a interpretação das relações entre humanos e animais está mudando nos Estados Unidos, para dar mais valor aos vínculos emocionais.

"É meu companheiro, meu melhor amigo, minha família. É um rapaz gentil que não merecia este pesadelo", assegura Gazewitz, enquanto o macaco sobe no seu ombro e lhe dá um beijo na bochecha.

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AFP Elyse Gazewitz briga na Justiça para manter a guarda de Armani Elyse Gazewitz briga na Justiça para manter a guarda de Armani

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