Árvore do sexo está sendo extinta em Uganda

05 de dezembro de 2007 • 15h31 • atualizado às 18h55
Homem prepara muda da árvore afrodisíaca
Homem prepara muda da árvore afrodisíaca
05 de dezembro de 2007
AFP

"A citropsis está desaparecendo, as pessoas a utilizam em excesso: é o viagra local!", conta Robert Kungujje, um guia do bosque de Mabira, em Uganda, enquanto mostra a chamada árvore do sexo, apreciada por suas propriedades afrodisíacas.

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As raízes da citropsis articulata, utilizadas em decocção, fazem efeito em três horas, assegura Kasozi Bruham, um camponês de 49 anos e consumidor habitual deste preparado. "Com o desemprego, os maus hábitos alimentares, a diabetes e a hipertensão, vinculados ao estress, os transtornos da ereção aumentam em Uganda. Por isso, as pessoas utilizam esta planta", afirma Maud Kamatenesi-Mugisha, botânico e especialista em fertilidade.

Os usuários da citropsis têm o hábito de arracar a raiz e não plantam outras para garantir sua sobrevivência. Em torno de 80% da população ugandesa depende das plantas medicinais para curar doenças cotidianas devido ao alto custo dos medicamentos modernos e à longa distância entre as clínicas e as aldeias.

No entanto, até agora, não foi tomada nenhuma ação específica para salvar a citropsis. A Reserva de Mabira, uma das regiões mais ricas em biodiversidade e espécies endêmicas da África, estende-se por 30 mil hectares, que abrigam 312 espécies de plantas, 315 aves e 218 mariposas.

Apesar disso, o governo ugandês tinha programado transformar um quarto do bosque em plantações de cana-de-açúcar, plano que foi descartado por causa de fortes protestos.

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