Em carta aberta divulgada à imprensa na sexta-feira, Jim Cantalupo, executivo-chefe da maior rede mundial de fast-food, demonstrou indignação contra a inclusão dessa palavra e sua definição. O verbete, segundo ele, "não só é uma descrição inexata do emprego no restaurante, como também um tapa na cara de 12 milhões de homens e mulheres que trabalham duro todo dia nos 900 mil restaurantes dos Estados Unidos da América".
Mais de mil franqueados do McDonald's foram treinados servindo os clientes no balcão, segundo Cantalupo, contestando a noção de que o trabalho na rede não dá futuro. Ele citou ainda membros do primeiro escalão do grupo, como o presidente e diretor de operações Charlie Bell, que fez carreira na empresa. "Na verdade, o McDonald's treina mais jovens nos EUA do que as Forças Armadas", acrescentou Cantalupo.
Ele afirmou ainda que o McDonald's detém o direito sobre a marca "McJobs", que se refere a seu programa de treinamento e de oportunidades para deficientes.
Cantalupo pediu à Merriam-Webster que elimine o verbete na próxima edição do dicionário e em seu site da Internet.
Em nota, a editora defendeu o verbete. "Há mais de 17 anos "McJob" é usado tal qual definimos em uma ampla gama de publicações, inclusive The New York Times, U.S. News & World Report, Publishers Weekly, Rolling Stone, The Times (Londres), The Boston Globe, Ms, Harper's e The Vancouver Sun', disse o comunicado.
A editora considera que "a palavra se qualifica para inclusão no dicionário porque é ampla e normalmente usada em uma ampla gama de fontes cuidadosamente editadas".
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