Macaco acusado de agressão e bebedeira é despejado

27 de outubro de 2007 • 12h04 • atualizado às 12h04
Chico será despejado do Parque da Mata do Ipê, em Uberaba Foto: Enerson Cleiton/Jornal de Uberaba/Divulgação
Chico será despejado do Parque da Mata do Ipê, em Uberaba
10 de agosto de 2007
Foto: Enerson Cleiton/Jornal de Uberaba/Divulgação

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

Minas Gerais


Não teve jeito. Depois de ter sido tema de uma audiência pública que definiu por sua permanência no Parque da Mata do Ipê, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, o macaco-prego Chico vai ser despejado do local, onde vive com uma irmã há cinco anos, desde que eles nasceram.

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Chico é "acusado" de vandalismo, furto de objetos e agressão contra pelo menos 30 visitantes do parque. Ele morderia o dedo das pessoas que tentariam tocá-lo, e também teria sido flagrado bebendo algumas vezes no interior da mata.

Em agosto deste ano, o primata ganhou fama nacional ao ser tema de uma audiência pública na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Uberaba. Depois de muita discussão e bate-boca, ficou decido que ele e a irmã permaneceriam na Mata do Ipê e com acompanhamento do Ministério Público seria um estudo sobre a melhor forma de adaptação e convivência do casal de macacos com os visitantes do parque.

Mas segundo técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), novas "vítimas" de Chico surgiram, a maioria crianças.

O Ibama então avaliou que o local não é apropriado para o primata. Sua irmã, Chica, vai acompanhá-lo, mas os ambientalistas ainda não definiram o novo endereço da dupla. A transferência, para um zoológico ou área de criador particular, deve acontecer em até 20 dias.

A polêmica sobre o macaquinho divide a população de Uberaba. Alguns moradores o consideram agressivo, outros já culpam o ser humano e lembram que o homem destruiu o hábitat dos animais e que o primata é um mamífero brincalhão.

Acrescentam que ele morde os visitantes ao se sentir ameaçado e que a maioria das vítimas feridas tentou pegá-lo ou alimentá-lo. Uma comissão formada por ambientalistas, funcionários da prefeitura e representantes da sociedade iniciou o trabalho e adotou, como primeira medida, o fechamento do parque para que a área fosse reformada.

A interdição do Ipê, no entanto, não impediu alguns ataques, pois moradores entraram na mata por buracos na cerca. Na quinta-feira, técnicos do Ibama visitaram o local e decidiram pela remoção de Chico e Chica.

Redação Terra
 
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