Mulher de 82 e jovem de 24 se casam "por amor"

28 de setembro de 2007 • 14h03 • atualizado às 15h20
Reinaldo Waveqche e Adelfa Volpes se casaram hoje, em Santa Fé Foto: Javier Escobar / Diario UNO de Santa Fe /Especial
Reinaldo Waveqche e Adelfa Volpes se casaram hoje, em Santa Fé
28 de setembro de 2007
Foto: Javier Escobar / Diario UNO de Santa Fe /Especial

Uma mulher de 82 anos e um jovem de 24 se casaram no civil nesta sexta-feira na cidade argentina de Santa Fé, numa cerimônia na qual asseguraram ter selado um "grande amor" e negaram que haja interesses econômicos por trás do matrimônio.

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Reinaldo Waveqche e Adelfa Volpes, que passarão a lua de mel no Rio de Janeiro, registraram sua união na presença de amigos, parentes e de vários fotógrafos e jornalistas, que se interessaram pela peculiar história de amor.

"Estou muito contente, feliz. Foi tudo muito bem. O que mais se pode pedir. É uma satisfação muito grande poder ter um companheiro assim. Reinaldo é um ser maravilhoso, muito bom, amável e educado. É tudo. Eu o conheço desde que nasceu, vi-o crescer", disse Adelfa, que é aposentada, nunca tinha se casado e não tem filhos.

Na cerimônia, a noiva usava salto alto, um vestido azul com brilhos e um casaco de pele. Já o noivo vestia um terno escuro e óculos também escuros.

Reinaldo, que disse que sempre gostou de "mulheres mais velhas", afirmou que o amor por Adelfa "nasceu com base no respeito e nos momentos compartilhados: a diferença de idade nunca nos importou".

O casal vive junto desde que a mãe de Reinaldo morreu e Adelfa, amiga da falecida, convidou-o para morar com ela, quando "era só um menino".

"Ele era pequeno, era só uma criança. Tinha 15 anos, mas desde o primeiro dia de convivência nos complementamos muito bem", disse Adelfa, segundo quem, com o tempo, a relação começou a ganhar "outras cores".

"Um dia me abri com ele e propus que mudássemos as coisas", declarou à imprensa local a mulher, que há seis anos era noiva do jovem.

"Ficamos muito contentes com os comentários que apóiam nossa decisão e não entendemos alguns outros que ultrapassam os limites da perversão. Eu entendo que as pessoas pensem coisas erradas e achem que eu quero ficar com o dinheiro dela, mas digo a todos que eu amo minha mulher", disse Reinaldo, que não trabalha e está feliz porque poderá conhecer o Rio de Janeiro na lua de mel.

O jovem acrescentou que o que o une a Adelfa "é o amor e nada mais". E também garantiu que "não há interesses materiais envolvidos" no seu casamento com a mulher de 82 anos, que antes da oficialização da união já tinha lhe cedido todos seus bens por meio de uma doação.

"Eu a amo e ela é a única coisa que tenho na minha vida, em meu mundo e é a pessoa que escolhi", afirma Reinaldo.

Apesar de ter se unido no civil, Adelfa não quis se casar na Igreja porque disse que se sentiria "ridícula" nessa situação.

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