Homem mais alto do mundo só quer uma vida normal

11 de agosto de 2007 • 16h59 • atualizado às 20h16
Leonid Stadnyk, que mede 2,57 m, reclama que o mundo foi feito para as pessoas medianas Foto: AFP
Leonid Stadnyk, que mede 2,57 m, reclama que o mundo foi feito para as pessoas medianas
11 de agosto de 2007
Foto: AFP

Receber o título de homem mais alto do mundo não significou grande coisa para Leonid Stadnyk, que sofre para sobreviver com sua mãe em um pequeno vilarejo na região central da Ucrânia. O livro dos recordes mundiais Guinness lhe concedeu a título na semana passada. Mas Stadnyk sentiu mais orgulho pelo presente que recebeu das autoridades locais em seu aniversário de 37 anos: um banheiro com um chuveiro alto o suficiente para seus 2,57 m de altura.

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"Não preciso de glórias. Só quero uma vida normal com condições normais", disse Stadnyk à Reuters, sentado em uma poltrona que parecia minúscula, em frente à sua modesta casa. "Quero dizer às pessoas que todos são diferentes, não existem duas maçãs idênticas em um barril. Mas o mundo é feito para pessoas medianas."

A extraordinária altura do ucraniano é um fardo e não uma bênção. Seu crescimento espetacular começou entre 10 e 12 anos. Ele é relutante em discutir os detalhes, embora a mídia local afirme que uma operação no cérebro tenha causado problemas hormonais que provocaram o crescimento.

Stadnyk era um bom aluno e se tornou veterinário. Para cursar a faculdade, tinha de viajar 50 km diariamente para a cidade de Zhytomyr, pois não havia dormitórios de estudantes grandes o suficiente para ele. Teve de largar o emprego, já que não parava de crescer e não havia meios de transporte normais que pudesse usar. Stadnyk passou a usar uma carroça com um cavalo, uma situação longe da adequada para um emprego que exige viagens rápidas.

Como não encontrava sapatos que servissem, os pés de Stadnyk sofriam de inflamações graves causadas por congelamento no inverno. Suas mãos tornaram-se grandes demais para controlar vários tipos de equipamento, e sua saúde se deteriorou, com seus órgãos sobrecarregados pelo trabalho de dar sustentação a uma estrutura tão imensa.

Ele e a mãe vivem de uma pequena pensão que equivale a cerca de US$ 100 ao mês, além do pouco que conseguem ganhar com o cultivo de tomates e pepinos e com a criação de galinhas, vacas e porcos.

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